[[legacy_image_9969]] A situação alarmante do prédio do Palácio da Polícia (Avenida São Francisco, 136, Centro), em Santos, ganha mais um capítulo: um laudo de avaliação do imóvel feito por ordem da Justiça concluiu que o local está em estado crítico e oferece riscos aos funcionários e aos visitantes. A conclusão é do engenheiro José Luiz Villela Macedo Brandão, perito judicial nomeado na ação civil pública que o Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região (Sinpolsan) move contra o Governo do Estado, por causa das más condições do prédio. Há mais de dez anos, o abandono do local vem sendo mostrado em reportagens de A Tribuna e denunciado pelo sindicato. O laudo afirma que parte da edificação possui condições que comprometem a segurança e a saúde dos ocupantes, devido às infiltrações e deficiências na parte elétrica, necessitando de adequação imediata. “O laudo garante que, pelo menos nos últimos quatro anos, a população e os funcionários que transitam pelo espaço estiveram na iminência de serem vítimas de um desastre. Depois disso, não há mais o que questionar, é preciso agir”, afirma o Sinpolsan. Segundo o advogado do sindicato, Guilherme Jacob, a entidade pediu a interdição das áreas de risco para impedir “uma tragédia”, mas nenhuma providência foi tomada. No entanto, diante das novas provas, Jacob espera que o Poder Judiciário tome alguma medida. “É uma repartição pública, os funcionários estão expostos o tempo inteiro. O nosso próximo passo vai ser emitir um novo requerimento com pedido de interdição, pelo menos, parcial. Agora, não restam mais dúvidas de que o prédio precisa de investimentos urgentes”, afirma o advogado. O presidente do Sinpolsan, Marcio Pino, lembra que, desde 2015, faz duras críticas ao estado do prédio. “Nesses quatro anos que se passaram, desde a primeira denúncia, tivemos a sorte de nenhum acidente grave acontecer. É um absurdo que seja necessário esperar tanto tempo para constatar o óbvio”, diz o presidente da entidade. O laudo constata que a fachada, devido à degradação, também necessita de correção imediata. E que, sequer, o prédio possui condições corretas para combate a incêndio. Sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), nem poderia funcionar. “Diante do exposto, este signatário recomenda a execução das obras de adequação o mais breve possível”, diz o engenheiro, avaliando os reparos necessários em R\$ 28 milhões. O documento é do último dia 27 de abril. Resposta A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) não quis comentar o laudo e nem informou nenhuma providência imediata a ser tomada diante dos riscos. Em nota, afirmou que a Polícia Civil iniciou um programa para reformas e modernização das delegacias paulistas. “Técnicos do Departamento de Administração e Planejamento da instituição estão atualizando os projetos já existentes e realizando vistorias técnicas nos distritos policiais para apontar as melhorias necessárias”.