[[legacy_image_269820]] O Rei Momo de Santos pode voltar a reinar tranquilo até, pelo menos, o Carnaval do próximo ano. O motivo é que apareceram na sede da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) uma das faixas (a verde, usada nas solenidades), o cetro (bastão) e a coroa de Israel Barbosa do Rosário, o Lello Garoto. Apenas a faixa azul, ostentada pelo Rei Momo nas bandas, não foi encontrada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Prefeitura entrou em contato com Lello na manhã desta quinta-feira (25) a respeito dos objetos. "Alguém deve ter achado e deixou lá", conta o Rei Momo. Ele ainda irá buscá-los. Em nota, a Prefeitura explica que a Secretaria de Cultura foi comunicada de que Lello esqueceu os itens, logo depois de participar de um evento, o que é negado pelo Rei Momo. "Vale ressaltar que a guarda e o bom uso dos adornos, que não possuem valor comercial, são de inteira responsabilidade dos integrantes da Corte Carnavalesca", diz parte do texto. O furto, segundo Lello, aconteceu na tarde ou noite do dia 9, mas ele só tornou público o ocorrido nas redes sociais nesta quarta-feira (24). O assunto também foi abordado em . O Rei Momo, que mora no Bairro Jardim Irmã Dolores, Área Continental de São Vicente, não chegou a fazer boletim de ocorrência (BO). "Conversei com pessoas da comunidade para ver se, talvez, aparecia. Como ninguém deu retorno, resolvi colocar nas minhas redes sociais", justificou o Rei Momo, em seu primeiro Carnaval como líder da folia. A Secretaria de Cultura de Santos tomou conhecimento no dia seguinte. Lello contou que tinha ido até lá para avisar do sumiço dos objetos, em caso de ter de comparecer a algum evento. "Providenciaram tudo novamente, mas ainda não me entregaram, pois leva um tempinho para fazer", chegou a dizer. O mais recente evento da Corte Carnavalesca aconteceu em 30 de abril, na escola de samba X-9. Uma van deixou o Rei Momo em casa já na madrugada do dia 1, segundo ele. A coroa costumava ficar pendurada na parede da sala, enquanto as faixas e o cetro em local próximo. "Tudo ficou lá até o dia 9, quando saí para cantar na Sedinha do Marapé, desta vez como músico que sou. Quando voltei é que dei falta", relembra. Lello mora com duas pessoas em um sobrado, mas não havia ninguém no momento do crime. Na casa, nenhum sinal de arrombamento. "Certamente entraram e saíram pela janela de meu quarto, que não tem grade", acredita. Pelo visto o furto havia sido direcionado para os itens específicos do Rei Momo, porque nada de valor foi levado. "A coroa tinha pedraria. De longe, vai ver que acharam que era valioso. Mas não é. O cetro é de madeira, bordado com paetê. E a faixa é normal. São objetos que não tem como passar adiante: ou devolve, deixando em algum lugar, ou toca fogo para sumir de vez", chegou a dizer. Em sua residência, havia ficado a chave da cidade, que é de plástico e foi entregue pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) no Carnaval. Agora, o 'kit realeza' está completo.