Apoio à adoção do voto distrital misto; redução da máquina pública; mais investimento em infraestrutura, sem afetar as políticas sociais; fim da reeleição para presidente e idade mínima de 60 anos para magistrados de instâncias superiores. Estes foram alguns pontos apresentados por Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ronaldo Caiado (PSD). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ele participou, na manhã desta segunda-feira (21), do projeto Sabatina com os Candidatos, iniciativa da Associação Comercial de Santos (ACS) em parceria com Grupo Tribuna, Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Santos (OAB Santos), Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada (Assecob) e Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan). Segundo ele, é necessário um “choque de gestão”, com uma reforma administrativa que permitirá a redução dos juros e atingindo um equilíbrio fiscal, acompanhado do combate à corrupção. Ele também mostrou desejo de que os eventuais malfeitos no Supremo sejam punidos adequadamente. Ainda sobre a Suprema Corte, ele sugere idade mínima de 60 anos, com mandato máximo até os 75, seguido de uma quarentena para que os magistrados possam emitir pareceres, advogar ou participar das eleições. Kassab entende que, ao escolher um juiz na faixa dos 60 anos, a chance de erro é menor, pelo conhecimento prévio de sua trajetória, além de apoiar o surgimento de um Código de Ética, ideia já manifestada pelo presidente do STF, Edson Fachin. Sobre o voto distrital misto, Kassab defende que sua adoção irá melhorar a representatividade regional, permitindo a conquista de mais recursos. Ainda sobre as eleições, ele crê que a polarização só poderá ser combatida com o fortalecimento de quatro ou cinco partidos, número que considera suficiente pelas dimensões do País. Políticas sociais O candidato a vice-presidente pelo PSD reforça que políticas sociais não devem ser alvo de cortes de gastos, mas precisam contar com uma “porta de saída”. A prioridade deve ser o fim de penduricalhos, privilégios e venda de estatais deficitárias. Com isso, haverá recursos necessários para investimentos em saúde, segurança e educação, por exemplo. Já as políticas ambientais devem ser tratadas de forma equilibrada, com uma transição entre o atual modelo de combustíveis fósseis e uma matriz energética mais sustentável. Segurança Outro tema exposto por Gilberto Kassab foi a recriação do Ministério da Segurança, que já existiu durante o Governo Temer (2016-2018), visando uma integração com os demais órgãos de segurança nacionais, bem como países vizinhos, que possam agir no combate ao tráfico de drogas nas fronteiras. Quem é Gilberto Kassab tem 66 anos e é formado em Engenharia e Economia. Foi prefeito de São Paulo entre 2006 e 2012 e ocupou os cargos de ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e de Cidades. Mais recentemente, foi secretário estadual de Governo e Relações Institucionais.