[[legacy_image_279385]] Há quase um ano, a moradora de Santos Daniela Costa do Nascimento, de 39 anos, vive um drama para trazer de volta ao Brasil o filho, de 6 anos, que foi passar as férias com o pai, de julho a setembro de 2022, em Riga, capital de Letônia, na Europa. Desde então o homem não trouxe o menino de volta. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, Daniela contou que o ex-companheiro, que trabalha como marinheiro, é da Europa. Eles se conheceram em Santos e o relacionamento durou cerca de seis anos. Sempre que o homem vinha para cá ele via a criaça e os dois sempre tiveram um bom relacionamento, até que ele decidiu tomar o menino à força. “Como ele estava sem ver o filho por causa da pandemia eu fui até lá. Dias antes de a gente voltar, ele disse que ficaria mais um mês de férias e que iria ficar com o filho porque a guarda da criança é compartilhada. Eu entrei em contato com o consulado brasileiro na Letônia, para ver se poderia ficar mais um mês, e eles me disseram que eu só poderia ficar no país três meses e tinha que voltar para não ser deportada”, explica. Para não ficar ilegal no país, ela voltou ao Brasil em 5 de setembro, mas a criança pôde ficar por ter dupla nacionalidade. O combinado foi o menino ficar só mais um mês e depois ele o traria embora, o que não aconteceu. “Eu acreditei nele e falava com ele (filho) todo dia por videochamada, mas, depois que ele voltou, a trabalhar a mãe dele (do pai da criança) cortou o contato que eu tinha com meu filho. Ela dizia que era porque eu ficava falando que logo ele ia voltar para o Brasil. Depois ele (ex-namorado) começou a alegar que eu abandonei meu filho lá”, conta. JustiçaSem poder ver o filho, Daniela entrou na Justiça para trazê-lo de volta. Na terça-feira (4), saiu o resultado da sentença no qual o Tribunal de Assuntos Civis do Tribunal de Riga determinou que o homem tem 30 dias para trazer a criança de volta ao Brasil, explicam as advogadas Patrícia Gorisch e Paula Carpes Victório, que auxiliaram a Daniela durante todo o processo. “Ela ganhou em todas as instâncias, caso ele não traga o menino no prazo estipulado pela Justiça ele pode ser preso. Aí nós e a mãe vamos até Letônia para buscar a criança”, explica Patrícia Gorisch. Ainda assim, a mãe não sabe quando vai ter o filho nos braços novamente, já que em contato com o pai do menino ele não a respondeu mais. “Eu consegui falar com ele depois da sentença e por videochamada consegui falar com meu filho. São vários meses sem ver ele, ele me mandou um beijo, disse que tá com saudade, disse 'mamãe te amo’, é uma saudade muito grande, mas ainda assim ele (ex-namorado) não disse quando vai trazer ele de volta”, conta emocionada. Em nota, o pai do menino, disse que não é um caso de sequestro, que Daniela tem problemas com vícios e é uma pessoa violenta. Disse ainda que na última viagem à Letônia, ela consentiu em deixar o filho com ele, mas “quando o juiz no Brasil suspendeu a pensão alimentícia, ela mudou de ideia”, afirma. Ele alega também que nunca teve a intenção de tirar o filho da mãe, mas que está buscando a justiça brasileira e letã para garantir a proteção do menino. “Para proteger meu filho, não posso dar mais detalhes”.