[[legacy_image_252793]] “Hoje, uma das minhas principais missões é inspirar e trazer cada vez mais mulheres para a área da tecnologia”. A frase é da santista Bruna Cavalcanti Bruno, de 26 anos, que se tornou a primeira mulher da América Latina a ser uma MVP (Most Valuable Professional) – ou em português, Profissional Mais Valioso – na ferramenta de desenvolvimento de robôs UiPath, onde cria robôs virtuais para automatizar processos dentro das empresas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Tendo estudado a maior parte da vida em escola pública e com apenas três anos de experiência no mercado de Tecnologia da Informação (TI), ela decidiu que um dia entraria para a história da profissão cuja dominância ainda é masculina. E esse dia não tardou. “No Brasil, temos há quatro homens MVPs da ferramenta. Sou a primeira mulher”, afirma. O UiPath MVP é um título internacional que reconhece diversos profissionais ao redor do planeta. Trata-se de um prêmio que é dado àqueles que alcançaram uma excepcional expertise na ferramenta, além de contribuir com a comunidade ao compartilhar o conhecimento. “O título de MVP, para quem trabalha com TI, é muito cobiçado porque traz um prestígio profissional. Quando a gente vê que alguém é MVP sabemos que aquela pessoa é uma referência no assunto”, explica Bruna. Transmitindo o conhecimento Essa conquista só foi possível graças à determinação da jovem em transmitir seu conhecimento para a futura geração de profissionais de TI. Em 2021, Bruna começou a palestrar e ministrar aulas sobre automação de processos robóticos (Robotic Process Automation), ou RPA, como é chamado pelos profissionais da área da tecnologia. Com isso, ela percebeu que esse apetite de ensinar poderia ‘colher os frutos’ num futuro próximo, já que o título de MVP representa alguém que contribui para a comunidade e que passa o conhecimento adiante. “Comecei a ensinar porque meu sonho sempre foi ser professora e também quase não existia conteúdo em português na área de RPA. É uma área relativamente nova, então os treinamentos são todos em inglês. Meu inglês nunca foi tão forte e isso foi uma uma dor que eu senti lá no início, quando comecei na área”, admite a MVP. [[legacy_image_252794]] Representatividade feminina Assim que a desenvolvedora de robôs descobriu que ainda não existiam mulheres UiPath MVPs no Brasil – e na América Latina –, ela se sentiu cada vez mais motivada a alcançar o título. "Senti que faltava muito essa representatividade. Então, decidi fazer dessa minha missão e inspirar cada vez mais mulheres da área. Trabalharei firme este ano para que mais mulheres brasileiras sejam nomeadas nos próximos anos”. Bruna fez faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas (ADS) na Federal de Cubatão e conta que, como uma mulher na área da tecnologia, se sente menos representada. “A gente entra em uma empresa, por exemplo, e o time inteiro é é homem. Já fiz cursos de programação que eu era a única mulher da turma”. Além de inspirar, a MVP dá algumas dicas para quem busca se aventurar no mercado de tecnologia. “Se eu pudesse dar uma dica seria separar um tempinho para desenvolver seu soft skills, que são as habilidades comportamentais (comunicação, liderança, trabalho em equipe)”. Segundo Bruna, o cenário e o mercado de TI mudou completamente e cada vez mais valoriza as chamadas ‘soft skills’. “Hoje as pessoas que trabalham com TI são muito mais dinâmicas e flexíveis pois as empresas valorizam a pessoa que tá lá na frente se expondo, dando uma palestra ou uma aula”, explica.Confira o relato de Bruna nas redes sociais: