[[legacy_image_281155]] Vítima de um acidente de trânsito ocorrido em Utah, nos Estados Unidos, a estudante Alexia Campos, de 19 anos, nascida em Santos, tinha um sonho que a fez seguir morando no país. Ela queria concluir a faculdade de microbiologia, a qual estava cursando, para depois estudar medicina, seu grande objetivo. A jovem morava nos EUA há cinco anos. Ela residia em Provo, cidade que fica a cerca de 70 km de Salt Lake City, capital de Utah. O acidente ocorreu na sexta (7), quando Alexia viajava com um grupo de amigos para o município de St. George, onde iriam passar o fim de semana em uma casa alugada. O pai de Alexia, o escrivão policial Alexandre Ribeiro de Campos, conta que a filha morava junto com a tia, que faleceu em março por conta de complicações após um transplante de fígado. Mesmo assim, a jovem permaneceu morando nos EUA para dar sequência nos estudos. "Ela terminou o high school (Ensino Médio) e começou a fazer faculdade de microbiologia. O sonho dela era fazer medicina, mas lá o curso é pós-graduação. Você tem que ter uma faculdade anterior. A tia faleceu e ela quis ficar (nos EUA), para pelo menos terminar a faculdade que iniciou", disse Alexandre. A jovem estudava na Universidade do Vale de Utah (Utah Valley University). Em agosto, ela passaria a morar em um novo endereço, dividindo um apartamento com uma amiga. "Era um apartamento de república da faculdade", explica o pai. "Já tinham dado sinal, assinado contrato. Ela estava muito alegre, iniciando uma nova vida. Ela estava orgulhosa e muito contente, porque estava conseguindo fazer a vida dela andar por conta própria". Visita a Santos Em maio, Alexia veio ao Brasil para visitar a família, permanecendo por um mês. O escrivão lembra que, mesmo com a distância, a família mantinha contato diariamente com a jovem. "A gente se falava todo dia, apesar da distância. Era bom dia, boa noite, chamada por vídeo. Ela falava com a mãe praticamente três, quatro vezes no dia. Ela estava bem decidida, com o falecimento da tia (a seguir morando nos EUA). Ela esteve aqui em maio, passou um mês com a gente", relembra. [[legacy_image_281156]] Translado Após a morte de Alexia, a família vem realizando os trâmites burocráticos visando trazer o corpo ao Brasil para velório e sepultamento. Segundo Alexandre, o processo vem andando rapidamente e há a expectativa de que tenha um desfecho na próxima semana. "Estamos correndo para tentar trazer o corpo dela o mais rápido possível. Há necessidade da certidão de óbito americana, que já foi emitida. Com ela, você contata a embaixada do Brasil, para que emita a certidão brasileira. A partir daí, com esse documento, você contata a empresa que vai fazer o serviço de translado. É um processo mais burocrático", explica o pai. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que tomou conhecimento do caso e que "presta assistência consular aos familiares das nacionais brasileiras". O acidente também matou outra mulher e deixou feridos.