Jovem de Santos concilia trabalho e satisfação com home office pelo mundo

Rodrigo Favaretto pretende conhecer 100 países e falar 10 idiomas

Por: Arminda Augusto  -  03/07/22  -  10:10
Em Malmö, na Suécia, “um dos melhores fins de semana que já tive”
Em Malmö, na Suécia, “um dos melhores fins de semana que já tive”   Foto: Arquivo Pessoal

Sabe aquela frase bastante conhecida que diz “Meu escritório é na praia”? Para o jovem santista Rodrigo Favaretto, publicitário de 27 anos que mora em São Paulo, o escritório é um pouco mais amplo: o mundo.


Clique, assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios!


Desde sempre, Rodrigo alimentava o sonho de um dia morar fora por pelo menos um ano, e foi com a possibilidade de continuar trabalhando em home office, mesmo com a pandemia mais branda, que viu condições de conciliar trabalho e prazer. No Instagram que criou para quem quiser segui-lo nessa jornada, a meta está lá: conhecer 100 países, falar dez idiomas.


Rodrigo formou-se em Relações Internacionais, mas logo enveredou para o Marketing Digital. Empregado em uma grande agência de publicidade de São Paulo, ficou em home office durante toda a pandemia. Neste ano, com o abrandamento da doença, a agência permitiu que os funcionários que quisessem poderiam continuar trabalhando de casa. Foi a chance de que precisava para planejar a viagem.


Um ensaio curto aconteceu no início do ano, quando ficou por dois meses na Argentina, mas foi em maio que ele arrumou as malas para uma empreitada maior: viajar o mundo.


Real e dinar
O ponto de referência escolhido foi Belgrado, capital da Sérvia, no sudeste da Europa. Rodrigo já conhecia o país desde 2014, quando fez intercâmbio antes de se formar. Ali, alugou um apartamento em bairro nobre, favorecido pelo câmbio: um real corresponde a 22 dinares sérvios. Só para se ter uma ideia, o aluguel custa R$ 2,4 mil, “valor bem inferior ao de um apartamento em bairro médio de São Paulo”. E Rodrigo continua a comparação: “Come-se bem com R$ 7,00 (154 dinares). O forte é a carne: em charutinhos de carne, porção com dez acompanhada de pão caseiro, pago R$ 12,00”.


Da Sérvia, Rodrigo parte para os outros destinos, em um bate e volta de final de semana, comprando passagens aéreas em promoção. Foi assim que o publicitário já pôs no roteiro Suécia, Alemanha, Grécia, Suíça, França, Bósnia, Turquia, Polônia, Croácia, Finlândia, Dinamarca, Itália. “Eu amo ficar fora do País, conhecer outras pessoas. É um sonho sendo realizado”.


Interessado em idiomas, Rodrigo se define como autodidata. Com diferentes níveis de fluência, fala espanhol, inglês, francês, servo-croata, romeno, italiano, russo. “E quero aprender grego e turco”.


Fuso
No início, o desafio maior foi programar suas atividades pensando no fuso horário do Brasil. A Sérvia está cinco horas adiantada, o que significa dizer que, quando o brasileiro está almoçando, o sérvio já está esquentando o jantar. “No início, eu terminava a jornada brasileira de trabalho com muito sono, porque aqui já era madrugada. E achava estranho começar a trabalhar às 14 horas daqui, porque no Brasil eram 9 horas ainda, mas agora já estou acostumado”.


No calendário de Rodrigo, o plano é ficar na Europa pelo menos até o final do ano, mas, se encontrar possibilidade, estende a permanência para 2023. Aí, a ideia é seguir para a Turquia. E a solidão não aparece? “Não, não. Conheço muitas pessoas aqui na Sérvia e muitas vezes encontro brasileiros. Aqui é um lugar em que ando sem um pingo de preocupação. É uma cidade grande, mas com um estilo de vida tranquilo, as pessoas são amigáveis, dispostas a ajudar”.


Em menos de seis meses fora, Rodrigo já tem uma constatação: “Você é mudado pelo ambiente. Se você está em um lugar legal, amigável, a chance de você se tornar uma pessoa melhor é bem grande. É assim que me sinto, me tornando uma pessoa melhor”.


Logo A Tribuna
Newsletter