Nascido em Santos, José Alberto Blandy tinha 87 anos, era jornalista e advogado (Arquivo pessoal) Morreu por volta das 23h45 desta quarta-feira (16), aos 87 anos, o jornalista e advogado José Alberto Moraes Alves Blandy. A causa do óbito foi gastroenterocolite aguda (inflamação no estômago e nos intestinos). O corpo será velado nesta sexta-feira (18), das 9h às 14h, na Funeral Home, em São Paulo, cidade onde morava, e será cremado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nascido em Santos em 5 de abril de 1939, Blandy se notabilizou por ter sido editor-chefe por duas vezes do extinto jornal Cidade de Santos, que circulou na Baixada Santista entre 1967 e 1987 e era editado pelo Grupo Folha. Nessa publicação, onde trabalhou de 1970 a 1979 e de 1980 ao encerramento dela, foi também editor de Polícia e chefe de Redação. Sua carreira jornalística transcorreu por 34 anos, entre 1958 e 1992. Seu primeiro trabalho na área foi aos 17, como repórter do jornal A Hora Santista, depois chamado A Nação. Também exerceu a profissão em veículos como Folha de S. Paulo e Diário do Comércio. Blandy era formado em Direito e registrado desde 1986 na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo. Por cerca de 40 anos, foi diretor jurídico da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado. Teve atuação destacada nas áreas do trabalho, tributária e civil, sobretudo em sindicatos do setor de transportes. José Alberto Blandy era viúvo. Deixa dois filhos, um sobrinho que considerava filho e dois netos. Depoimentos Jornalistas que trabalharam com Blandy salientaram suas qualidades profissionais e pessoais. Ele mesmo afirmava que "o jornalista deve continuar sendo de oposição", em uma síntese de seu perfil combativo enquanto repórter e editor. Cristina Guedes, colunista social de A Tribuna, conta que "ele era sagaz, irreverente. Ele era doido! Mas era jornalista raiz mesmo. Foi ele que me deu meu primeiro emprego enquanto repórter. Eu estava no terceiro ano da faculdade". A jornalista, que trabalhou no Cidade de Santos entre 1978 e 1986, recordou que, há cerca de um mês, Blandy visitou a Pinacoteca Benedicto Calixto, da qual ela é presidente da Associação de Amigos. Ex-editor de A Tribuna, o jornalista José Carlos Silvares recorda que "Jamaby, como assinava, (foi) um grande e polêmico jornalista, desses com J maiúsculo. Meu primeiro editor, que me acolheu na Redação do jornal Cidade de Santos, muito jovem, em 1972, como estagiário, no segundo mês do primeiro ano da Facos (antiga Faculdade de Comunicação Social da atual Universidade Católica de Santos). Convivemos por dois anos e meio no Cidade, até minha transferência para A Tribuna. (...) Continuamos amigos por muito tempo. Aprendi com ele muito do que carrego até hoje. Uma perda inestimável". A jornalista Rosangela Menezes, que também foi repórter de A Tribuna e trabalha na Prefeitura de Santos, relata que pensava em se formar em Publicidade e Propaganda, mas mudou de ideia porque, em 1978, Blandy "acreditou em mim. Me deu oportunidade quando eu estava apenas no terceiro semestre da Faculdade de Comunicação e me deu a chance para que eu descobrisse minha paixão". Em uma rede social, o também ex-repórter e editor de A Tribuna Antonio Marques Fidalgo conta que Blandy "foi meu primeiro editor", em 1975. "Aprendizado e jornalismo aguerrido, autêntico, respeitado. Triste com sua partida".