[[legacy_image_100029]] Atos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estão marcados para esta terça-feira (7), feriado pelo Dia da Independência do Brasil, no Gonzaga, em Santos, a poucos metros de distância. Às 14 horas, na Praça Independência, manifestantes estarão reunidos em apoio ao Governo Federal. Já às 15 horas, na Praça das Bandeiras (Avenida Ana Costa com a praia) acontece o 27º Grito dos Excluídos, unificado com a campanha “Fora Bolsonaro!”. Os dois movimentos prometeram seguir protocolos sanitários, com uso de máscara e distanciamento. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo um dos organizadores da manifestação a favor do presidente, Allison Sales Farias, o grupo não sairá da Praça Independência. “Será em apoio total ao presidente Jair Messias Bolsonaro, pela liberdade de expressão, pela liberdade do povo, contra as restrições do governador João Doria (PSDB), pelo direito de ir e vir e contra esse passaporte da vacina. Em respeito à democracia sempre”, diz Farias. Ele diz que a manifestação será pacífica, respeitando o ato contrário. “É um momento de festa, democracia e respeito. Pedimos todas as autorizações para os órgãos competentes, CET, Polícia Militar. Nossa arma é o povo, nosso grito, a bandeira do Brasil. Em respeito à imprensa independente e imparcial”. Grito dos ExcluídosUm dos organizadores do Grito dos Excluídos, Ricardo Fischer explica que o ato será simbólico, com concentração silenciosa de 30 minutos na Praça das Bandeiras e caminhada pela orla até a igreja Santo Antônio do Embaré. Ele orienta o uso de máscara PFF2 ou N95 pelos participantes e que cada um leve seu álcool, sua água e evite aglomerações. O tema da edição 2021 é “Vida em Primeiro Lugar”, com o lema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já!”. Desta vez, o Grito será feito em Santos junto com ato contra Bolsonaro. Haverá também manifestações na Zona Noroeste, às 11h30, e em outras seis cidades da região: São Vicente, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Peruíbe, Itanhaém. “Contra as 570 mil mortes da pandemia e o descaso pela vida no Brasil, por democracia e por direitos sociais”, dizem os organizadores. O modelo descentralizado, em oito pontos de sete cidades, é uma forma de assegurar a participação sem aglomerações. Todos os atos são abertos ao público em geral, mas é necessário cumprir o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), com distanciamento físico, uso de máscara e álcool em gel. O Grito dos Excluídos é realizado pela Igreja Católica e os movimentos sociais, todo dia 7 de setembro, em todo Brasil. A iniciativa propõe a participação da sociedade de forma geral e o ecumenismo vivido na prática das lutas. A data provoca uma reflexão se o Brasil realmente conquistou sua independência. Na Baixada Santista, o Grito dos Excluídos teve como defensora a Irmã Maria Dolores Muniz Junqueira, falecida em 2008. Polícia Militar Procurada pela Reportagem para explicar qual esquema seria montado para garantir a segurança nessas manifestações, se haveria regras para evitar conflitos entre os grupos e evitar a participação de policiais militares no ato pró-Bolsonaro, a Polícia Militar (PM) não se manifestou até a publicação desta matéria.