No cruzamento da Av. São Francisco com Rua da Constituição estão sendo colocados os trilhos do VLT (Alexsander Ferraz/AT) A confusão em alguns pontos da área central de Santos, por causa das interdições decorrentes das obras da segunda fase do VLT, deu algum sinal de melhoria – mas não muito. Apesar de faixas indicando os trechos fechados, o atraso e a indecisão sobre os bloqueios na segunda-feira ainda deixavam motoristas confusos nesta quarta-feira (28). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Está muito ruim andar por Santos com o aplicativo. Se for ligar o aplicativo Waze para colocar em rota, o celular pega dois tipos de memória: do aplicativo de transporte e do próprio Waze. Por isso, fica lento, Fora que a atualização não é tão precisa”, afirma o motorista de aplicativo Maurício Tadeu Serra, de 51 anos. Há três trabalhando com transporte, ele questiona o papel desempenhado pelos agentes da CET. “Eles ficam fazendo o papel de semáforo, Se tá verde, eles liberam; vermelho, bloqueiam. A sinalização também está toda errada. você tem que ir por um caminho que está fechado. Mas ele pode estar aberto e ninguém avisa”, acrescenta. A Reportagem percorreu, a pé, alguns trechos. Ao longo do trajeto observado pela Reportagem, foram vistos agentes da CET, tanto a pé como em veículos. As duas interdições anunciadas para terça-feira, com suas respectivas rotas alternativas, já estavam plenamente em curso desde quarta-feira. A previsão é de que estendam até dia 14 de setembro. Difícil ao comércio Os descaminhos da obra também afetam diretamente quem possui estabelecimentos nas ruas interditadas. Os clientes não chegam até eles. A comerciante Cícera Aparecida de Barros Lima tem um pequeno restaurante na Rua da Constituição, próximo à esquina com a Rua Amador Bueno. “O pessoal não tem acesso. Então fica difícil pra gente. Até chegar aqui é complicado”, lamenta. Segundo ela, a queda no movimento, desde o início das obras, é de 40%. Dono de uma loja de tapeçaria, reforma e fabricação de móveis na Avenida São Francisco, próxima à Rua da Constituição, José Carlos dos Santos chegou à região há 4 meses e já sente os impactos das obras. “Eles deram uma previsão de obras aqui até o dia 14. O pessoal que falou comigo (da construtora) disse que pode ser concluída antes. Perguntei se depois também, e uma moça, meio sem graça, garantiu que não. As pessoas não conseguem vir até aqui. Para mim, uns 30% a menos de pessoas me procuram por conta do acesso difícil”. A rota alternativa são a Rua Amador Bueno e a própria Constituição, cuja mão foi invertida ao Porto (Alexsander Ferraz/AT) Trilhos Em nota, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) reforçou que, desde quarta, o cruzamento da Rua da Constituição com Avenida São Francisco foi interditado, até o próximo dia 14, para drenagem e execução de via permanente. A Rua da Constituição está com a mão invertida no trecho da Rua Amador Bueno até a Rua Xavier da Silveira. Além disso, ainda na última terça-feira, foi iniciada atividade de drenagem e instalação de trilhos na Rua João Pessoa com a Avenida Conselheiro Nébias e na Rua da Constituição com Avenida São Francisco. “As interdições são estudadas diariamente com a Prefeitura de Santos, determinadas e monitoradas pela CET e informadas à população de diversas formas, como presencial com panfletos, por whatsapp, no www.vltsantos.com.br, no diário oficial do Município e pela imprensa”, assegura a EMTU. Procurada, a CET-Santos não respondeu até a publicação desta matéria.