[[legacy_image_239135]] São dezenas de crianças e adolescentes sonhando com uma vida melhor, depois de passarem por momentos tristes. Dividida entre abrigo, creche noturna e um bazar para vendas, a Casa Vó Benedita, em Santos, atua no cuidado a menores de idade em situação de vulnerabilidade social. A entidade busca voluntários e doações para ampliar o trabalho. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A instituição filantrópica tem o abrigo localizado na Rua Carlos Caldeira, 675, no Jardim Santa Maria. Lá ficam, atualmente, 17 crianças e adolescentes, que recebem cuidados de voluntários e assistentes sociais. A presidente da entidade, Beth Rovai, explica que as crianças chegam até o abrigo por decisão da Vara da Infância e Juventude. Em grande parte, elas são vítimas de maus-tratos, abandono ou situação de risco. "Elas (crianças) permanecem na instituição até que retornem para a família biológica, desde que essa família tenha condições de rever e receber os filhos. Quando não, o juiz coloca para adoção. As crianças chegam aqui sempre através de denúncias. O Conselho Tutelar vai fazer visita e vê se realmente procede", conta. Beth conta que, em algumas situações, podem chegar grupos com três ou quatro irmãos de uma só vez. O abrigo têm pessoas de 0 a 18 anos de idade. Além do abrigo, a entidade mantém uma creche noturna, localizada na Rua Uruguai, 11, na Vila Nova, em Santos. Segundo Beth, a unidade presta assistência para 60 crianças de 0 a 12 anos e 150 famílias. "Temos um projeto que se chama reconstruindo a família. Nesse projeto, a gente dá assistência às famílias que normalmente são mães das crianças que estão lá à noite na creche noturna, e também famílias que necessitam e vamos cadastrando". [[legacy_image_239136]] CuidadosO abrigo tem atualmente dois adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA), e já recebeu também crianças com síndrome de Down, paralisia cerebral e outras necessidades especiais. A presidente da entidade ressalta que, para cada criança, é necessário um cuidado específico. "O adolescente precisa de uma conversa, trocar ideias. Se ele pega vínculo legal com aquele voluntário, é super bom, porque o adolescente vai se abrir, conversar. A casa permite até que saia, leve (a criança) a passeio. Tem um cadastro a ser preenchido, uma convivência aqui na casa, até para a gente trocar um vínculo e confiança com aquela pessoa, antes da criança sair a passeio", comenta. VoluntariadoBeth estima que a casa tenha cerca de 30 voluntários ativos, mas que não ficam somente no abrigo, pois também dão suporte a eventos e outras ações da entidade. "Diminuiu muito com a pandemia o número de voluntários. A gente tá precisando retomar o voluntariado. Se o voluntário vir na casa, pode ajudar diretamente com as crianças. Pode ser no berçário, uma conversa com adolescente, levar em um passeio. Na parte de eventos, nos ajudar a montar". Quem tiver interessado em ser voluntário da entidade pode obter mais informações no telefone (13) 3299-5415, ou através do site. Em relação a doações, os interessados podem doar valores, alimentos, material de higiene, material de limpeza e até mesmo nota fiscal paulista sem CPF. [[legacy_image_239137]]