[[legacy_image_70479]] O medo tomou conta dos moradores do Saboó, em Santos, desde que começaram a ser instalados quatro postes de transmissão de energia em ruas do bairro. A obra faz parte das intervenções da nova Entrada da Cidade. O motivo do temor é a proximidade dos postes das casas. Parte da vizinhança aponta que a instalação contraria normas técnicas, de que equipamentos do tipo devem estar a pelo menos 15 metros de distância de residências. Serão colocados postes em quatro esquinas: ruas São Vicente x Manoel Barbosa da Silveira; ruas São Vicente x Cananeia; ruas São Vicente x Iguape; e Rua Iguape x Avenida Nossa Senhora de Fátima. Os novos equipamentos substituirão os que precisarão ser tirados de onde estão devido à construção de um viaduto naquela área. De acordo com o aposentado João Inocêncio Correia de Freitas, de 72 anos, que acompanha cada passo do inquérito aberto no Ministério Público do Estado (MPE), o órgão solicitou informações primeiro à Prefeitura e à concessionária CPFL Piratininga e depois à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a situação. “O Ministério Público recomendou ao prefeito e à CPFL que não começassem a instalar os postes enquanto não tivessem resposta da Aneel. A Prefeitura não está respeitando a recomendação”, diz. Os trabalhos começaram no dia 16. Respostas A Tribuna contatou o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), do MPE, responsável pelo inquérito, mas não recebeu resposta. A Prefeitura informou, por meio de nota, que a realocação dos postes é essencial para a construção do viaduto na Entrada da Cidade e defendeu que o serviço obedece às normas técnicas. A CPFL Piratininga disse que a realocação dos postes teve aprovação dos órgãos públicos responsáveis e sustenta que o projeto obedece à norma NBR 5422, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e as regras internas da distribuidora.