[[legacy_image_348573]] A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos decidiu pelo arquivamento do inquérito policial que investiga a queda do avião na qual morreu o então candidato à presidência da República, Eduardo Campos, em 13 de agosto de 2014, no Boqueirão, em Santos. A reabertura das apurações havia sido um pedido do irmão do candidato, Antonio Ricardo Accioly Campos. A determinação ocorreu após o caso ter sido levado à Procuradoria-Geral da República (PGR), em novembro passado, nove anos após o acidente, a pedido do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, conforme reportagem da TV Tribuna. Antonio Campos preparou um requerimento com 246 laudas defendendo a reabertura das investigações. Porém, o documento foi confrontado pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou falta de nova prova que pudesse alterar o que já havia sido analisado pelas autoridades policiais. O órgão destacou que todas as circunstâncias que levaram ao acidente foram apuradas de forma rigorosa e imparcial, mesmo que o resultado tenha sido inconclusivo. Segunda vezApós definição da PGR, que manteve o parecer do MPF, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho decidiu pelo arquivamento do inquérito policial. A primeira vez em que o inquérito policial que investiga a queda do avião de Eduardo Campos foi arquivado havia ocorrido em 11 de março de 2019. O acidenteEduardo Campos, então com 49 anos, era candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) à Presidência da República em 2014. Ele cumpria agenda política quando o avião em que estava, um Cessna 560XL, caiu no Boqueirão, em Santos. O avião deixou o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e tinha como destino a Base Aérea de Santos, em Guarujá. Porém, devido ao mau tempo, arremeteu durante tentativa de pouso e, pouco depois, caiu em uma área residencial. Além de Eduardo Campos, outras seis pessoas estavam a bordo e morreram: os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins, e membros da equipe política, composta pelo fotógrafo Alexandre Severo e Silva, pelo assessor Carlos Augusto Leal Filho, pelo assessor e ex-deputado federal Pedro Valadares Neto e pelo cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra. Além das mortes, dez pessoas ficaram feridas por destroços do avião. Todas foram socorridas sem gravidade em hospitais da região.