[[legacy_image_213977]] Santos teve praticamente o dobro do volume de chuvas nos 18 primeiros dias de primavera neste ano, em comparação com o mesmo período de 2021. Entre os dias 22 de setembro e 9 de outubro (domingo), foram 170,4 mm, contra 86,6 mm do ano passado. O tempo chuvoso deve permanecer ao longo do mês de outubro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O meteorologista da Defesa Civil de Santos, Franco Cassol, destaca que as chuvas têm sido frequentes, mas sem intensidade ou grande volume, e que essa configuração deve permanecer nas próximas semanas. "As chuvas estão bastante frequentes. Ambos os meses de agosto e setembro tiveram chuva total acima do normal, porém, a intensidade das chuvas ao menos não tem sido tão intensa ou volumosa, por enquanto", comenta. Cassol cita ainda que a média histórica para outubro na cidade é de 204 mm, e que no ano passado, o mês terminou com precipitação acima da média, atingindo 313,8 mm. Isso foi possível devido às chuvas constantes ao longo da segunda quinzena. A meteorologista Josélia Pegorim, do Instituto Climatempo, ressalta que o fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, vai continuar impactando a região ao longo da primavera. “Ele (La Niña) facilita a passagem das frentes frias pelo Sul e Sudeste do Brasil. A maioria dessas frentes passa pelo litoral, causando impacto. As frentes frias, mesmo fracas, acabam influenciando o litoral paulista, causando mudança na direção de ventos e um acúmulo maior de umidade”, explica. E o verão?Os meteorologistas apontam que ainda não dá para prever se o verão será mais chuvoso do que em anos anteriores. Josélia destaca que o fenômeno La Niña não deve influenciar na estação mais quente do ano, pois deve se encerrar em janeiro. “A expectativa é de que o fenômeno termine em janeiro. Ele vai até o final da primavera, mas na virada do ano devemos estar numa situação de neutralidade. Tem bastante chuva prevista para outubro e novembro”, comenta. Cassol explica que o início chuvoso de primavera não é, necessariamente, uma antecipação do que pode ocorrer no verão. “A projeção ainda não é de precipitação tão volumosa, mas sim de que haja períodos mais favoráveis às chuvas volumosas e períodos menos, dentro da própria estação. "