Mauro Sammarco: “Era necessário ter uma visão empresarial para fortalecer a geração de caixa e tornar a ACS forte para os desafios do futuro” (Vanessa Rodrigues/AT) Aos 50 anos, o empresário Mauro Sammarco concluiu, na última semana, a trajetória como presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), agora a cargo de Elber Alves Justo. Após dois mandatos no comando da entidade, ele espera seguir contribuindo, tomando parte de um futuro conselho de ex-presidentes. Em entrevista para A Tribuna, Sammarco faz um balanço de sua gestão, aponta conquistas, como trazer o Seminário Internacional do Café para Santos, e destaca a contribuição para a revitalização do Centro Histórico de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Qual o balanço que faz da gestão? O mais importante foi a modernização da gestão da Associação Comercial. Porque a gente entendeu que era necessário ter uma visão empresarial para fortalecer a geração de caixa e tornar a ACS forte para os desafios do futuro. Isso reflete nos resultados financeiros da instituição - depois, vieram todas as outras conquistas, alavancadas por essa reforma administrativa. O entendimento com o Elber (Alves Justo, novo presidente da ACS) facilita uma passagem de bastão tranquila? É uma pessoa que eu conheço, confio e admiro o trabalho que ele faz na frente da MSC Mediterranean Shipping do Brasil, tudo que desenvolveu no Camps (Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social), fortaleceu uma instituição muito importante. Tenho certeza de que fará a melhor gestão da história da ACS. Qual elege como ponto decisivo no teu mandato? Além da parte financeira, é muito simbólico ter trazido o Seminário Internacional do Café para Santos. Isso fortaleceu um evento importante no setor fundamental da nossa Cidade, do nosso País. Foi um sucesso essa mudança. Foi uma quebra de paradigma, que não é fácil fazer, mas que deu certo. E um que entende como grande desafio da ACS? Na verdade, sempre tem mais coisas para fazer. O grande desafio agora, em que eu espero estar junto, auxiliando, é a revitalização do Centro Histórico de Santos, por meio de um empreendimento que a Associação um dia pode fazer em um novo terreno que compramos na Rua XV de Novembro. Com essa aquisição no calçadão, teremos a possibilidade de investir em um empreendimento que ajudará a alavancar a revitalização dessa área. De que forma avalia o trabalho da ACS Jovem, também na formação de novas lideranças? Ela faz um papel muito importante porque permite a aproximação do jovem com o mercado de trabalho e as empresas. Muitos ali já são empreendedores, estão no mercado de trabalho. Também temos um programa de capacitação, através de debates, a Semana do Jovem Empreendedor e rodadas que fazemos com profissionais que vêm passar experiência. Tudo para trazer um aprendizado para o jovem e ele, podendo conhecer mais áreas de mercado e abrindo a mente para empreender. O núcleo está forte, já tem 15 anos e o número de participantes cada vez maior. Como foi o desafio de trazer o associado, cada vez mais, para dentro da entidade? Quais ações foram nesse sentido? À medida que ampliamos a atuação da Associação Comercial e passamos a participar de forma mais ativa das principais discussões econômicas e de desenvolvimento da cidade, observamos um aumento significativo no interesse das empresas em fazer parte da entidade. Iniciamos a gestão com 268 associados e hoje estamos próximos de 390, acima da média histórica, que sempre ficou entre 260 e 280. Esse crescimento não era o objetivo principal, mas foi uma consequência natural do protagonismo conquistado pela associação. Ao mesmo tempo, o desafio passou a ser fortalecer as câmaras setoriais, criando ambientes de debate, acesso à informação e dados de mercado, além de promover conexões entre diferentes setores. O objetivo é atender às demandas dos associados, contribuir para avanços regulatórios, melhorar o ambiente de negócios e participar de discussões estratégicas para o País, como a reforma tributária. A partir de agora, mesmo fora da diretoria, como é que vai ser a sua participação? Nós temos uma proposta de criação de um conselho de ex-presidentes. Temos pessoas importantes, como o Michael Timm e o Roberto Clemente Santini, que podem emprestar ainda muito para essa instituição. Pretendo estar ao lado deles, auxiliando no que for necessário.