[[legacy_image_210431]] Uma mudança drástica. Foi assim que Fernanda Santos Ferreira, uma recepcionista de 42 anos, viu sua rotina se transformar. Há dois anos, a influencer santista de vida saudável e dia a dia fitness sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A doença paralisou o lado esquerdo do seu corpo e ela precisa de ajuda para custear um tratamento de R\$ 10 mil e retomar os movimentos de uma das suas mãos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, Fernanda explicou que precisou se afastar de suas atividades para se recuperar. Antes ela morava com seus filhos, de 15 e 17 anos, e agora está sob os cuidados de sua mãe de 63 anos. Os jovens tiveram que ir morar com o pai, devido à impossibilidade de criá-los enquanto se reabilita das sequelas do AVC. “Ainda não ando perfeitamente, mas o que sinto mais falta é dos movimentos da minha mão. Pois é dela que estou mais precisando no momento. Eu era influencer de vida saudável e, depois do AVC, virei da reabilitação. Falo das informações, posto o meu processo para dar força a outras pessoas. Sei que demora, que é um trabalho de formiguinha. Mas, se eu me empenhar, vou melhorando”, conta. A arrecadação de dinheiro é a esperança de Fernanda para que volte a ter os movimentos da mão esquerda. Para ela, esse processo significa a possibilidade de voltar a conseguir realizar tarefas simples do dia a dia sem a ajuda de terceiros. “Não consigo me vestir. Se eu tiver que pegar uma garrafa, não consigo. Não dá para pentear meu cabelo. Me arrumar sozinha. Cheguei até a usar fralda, no começo”, relembra. “A vaquinha é para fazer um tratamento chamado interface. É o eletroencefalograma que mexe com pensamento e estimula a parte do seu corpo que está parada”, explica. Segundo a influencer, os estímulos enviados ao cérebro pelo tratamento fazem com que aos poucos voltem os movimentos da mão. O custo deste procedimento gira em torno de R\$ 10 mil. “Não consigo arcar porque só de remédio gasto quase R\$ 1 mil. Ainda pago aluguel e gasto mais R\$ 1,5 mil. Infelizmente, não posso fazer bicos. Se pudesse, entregaria panfletos porque não me envergonho disso. Mas ando de muleta, não tenho condições”, lamenta. Há cerca de uma semana, Fernanda começou a mexer o pé . Foi mais um passo importante em sua recuperação. “Essa vaquinha pode me trazer de voltar à vida. Não que eu esteja morta. Mas, não é muito funcional. Fico mais dentro de casa, só saio para fazer fisioterapia. Quando as minhas amigas me ajudam, vou em um lugar ou outro. Só que sozinha, eu não saio. Não consigo segurar a porta do elevador”, comenta. Mudança Pela conta no Instagram @fernandaferreira013, a recepcionista compartilha sua rotina e o processo de recuperação. Em suas publicações, os comentários exaltam as forças dela ao se reerguer depois das dificuldades. [[legacy_image_210432]] “Virou uma troca muito legal. As pessoas me procuram, dou força e depois vejo o resultado. Até na vida social mesmo, porque tem gente que fica com muita vergonha das sequelas. A gente fica meio torto. Eu dou força para que as pessoas vençam e tentem viver o mais normal possível”, diz. Ajuda Todos seus familiares foram afetados pelas sequelas do AVC. Sua mãe morava sozinha e agora cuida de Fernanda. Seus filhos foram morar com seus pais. Uma prima paga sua fisioterapia. A influencer explicou que até seus parentes mais distantes a ajudam financeiramente. “É um processo. Não vou dizer que foi fácil, que do dia para a noite eu aceitei. Não foi assim. Fiquei com muita raiva no começo porque me alimentava super bem”, afirma. Alerta O processo de aceitar sua condição não foi fácil. A influencer tinha uma rotina ativa e agora concentra suas forças para se dedicar à fisioterapia e a exercícios que estimulem a retomada do movimento da área afetada. “Eu era fitness, mas não fazia exames. Achava que aquela casca por fora estava bonita e que estava saudável. A gente tem que fazer exame, se cuidar, ver o colesterol, pressão alta e fazer essas coisas que são muito importantes para a prevenção. Se eu tivesse feito um exame de sangue, de repente, tinha me salvado”, alerta. O dia Ela estava no banheiro quando teve o AVC. Seus filhos estavam dormindo e, ouvindo seus gritos por socorro, tentaram a levantar, mas não conseguiram. Fernanda ligou para uma amiga, que morava no mesmo prédio, e ela a ergueu e chamou pelos socorristas. “Acordei normal. Tive um pouco dor de cabeça, mas era algo normal. Nada que precisasse ir ao médico. Liguei para uma amiga que gostava de treinar e ela não quis por conta do frio. Quando, ui levantar do vaso, fui para o chão. Não consegui mais levantar. A mão já não tinha mais força e nem a perna”, conta. Como ajudar Para ajudar Fernanda, é necessário entrar na sua vaquinha virtual pelo link ou enviando qualquer valor para a chave pix: 3155567@vakinha.com.br. Atualmente ela já arrecadou R\$ 615 e sua meta é de R\$ 4 mil para iniciar o tratamento.