[[legacy_image_157932]] Cento e quinze alunos da Unidade Municipal de Ensino (UME) Maria Patrícia Fogaça, localizada no Valongo, em Santos, estão sem aulas presenciais há cerca de duas semanas por conta de uma infestação de pulgas. O fato tem trazido dores de cabeça para mães e responsáveis, que cobram uma rápida solução. A escola atende crianças 3 a 5 anos, em período integral. A Prefeitura prevê a retomada das atividades na próxima semana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A empregada doméstica Marcilene da Silva, de 42 anos, é mãe de uma menina de 5 anos que estuda na UME, voltada à Educação Infantil. Ela conta que o seu outro filho, de 15 anos e que estuda em outra escola de Santos, tem faltado em algumas aulas para poder ficar com a irmã em casa, enquanto ela trabalha. "Para nós, mães que trabalhamos fora, fica difícil. Meu filho tem que deixar de ir à escola para ficar com ela, pois os dois estudam de manhã. Varias mães dependem da escola para deixar as crianças. Minha filha acorda cedo e até chora, querendo ir para escola", afirma Marcilene. A faxineira Marli Domingues da Conceição, de 41 anos, é mãe de um aluno que tem 5 anos. Ambos têm sido diretamente impactados pela suspensão das aulas. "Ele (filho) não está bem, porque pede para ir à escola, que está nessa situação. Tenho que levá-lo para o trabalho comigo, porque não tenho com quem deixar. Não posso deixar um menino de 5 anos sozinho. Mas nem todo mundo gosta que leve (para o trabalho)", afirma Marli. Em situação semelhante se encontra o filho da atendente de caixa Daniely Almeida Esteves, de 24 anos. Ele, que tem 4 anos, também estuda na UME Maria Patrícia Fogaça e está com as aulas presenciais suspensas. "Meu filho estuda lá e eu trabalho. As crianças já estão com atraso (no ensino) por conta da pandemia. Agora que voltaram as aulas, as atividades na escola dele param por conta disso. Acho uma irresponsabilidade", desabafa Daniely. As três mães são moradoras do Morro da Penha, localizado próximo à escola. A unidade de ensino fica na Avenida Martins Fontes, 225. RespostaEm nota, a Prefeitura de Santos disse que a infestação de pulgas foi identificada pela direção da escola, após o início do ano letivo, e que agentes da Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz) têm realizado novas desinsetizações na unidade. Segundo a Administração Municipal, a "proliferação dos insetos foi, provavelmente, causada pela presença de gatos em áreas abertas da unidade". A Prefeitura afirma que uma nova pulverização será realizada nesta quarta-feira (9) e que a previsão de retorno às aulas é para segunda-feira (14). "Vale ressaltar que o serviço contratado está sendo feito diariamente para o controle da praga. Equipes da Seduc têm visitado a unidade quase que diariamente para conferir de perto o trabalho. A equipe gestora está em contato direto e diário com os pais e responsáveis pelos alunos para informar sobre a situação da unidade". "Neste semana, para intensificar o combate aos insetos, a Secretaria de Educação (Seduc) contratou uma empresa especializada para atuar na escola, que vem recebendo pulverização de produtos (inseticidas). Por isso, os estudantes continuam em atendimento remoto até que a unidade esteja em condições de recebê-los", diz a nota. Por fim, a Prefeitura afirma que a "equipe gestora da unidade está contando com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente, por meio da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), e ONGs que cuidam de animais para a retirada de gatos das áreas externas da unidade escolar".