[[legacy_image_42464]] O prédio branco e novo encravado na Vila Nova, ao lado do antigo Colégio Santista, chama a atenção. São sete andares em uma arquitetura diferente, arredondada e moderna. São 7.500 metros quadrados de área construída. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O Parque Tecnológico de Santos, que recebeu o nome do engenheiro Luiz Antônio Veiga Mesquita, falecido há nove anos, ainda está vazio e sem atividades. Entregue em outubro do ano passado, o parque é a promessa de ser um dos futuros pilares da economia regional, de fomento e estímulo à tecnologia e inovação. Rogério Vilani, diretor-presidente da Fundação Parque Tecnológico, diz que a pandemia vem retardando o início das atividades. Ele assumiu o cargo em fevereiro passado (até 2020, era o presidente da CET). Segundo Rogério, ele e mais nove funcionários que trabalham no parque têm atuado na formalização de contratos com instituições de ensino, empresas e outros parceiros na área de tecnologia. Dos sete pavimentos do prédio, apenas o sexto está mobiliado, ocupado com a área administrativa do parque. Os demais permanecem vazios. Pelo projeto, há espaço para um anfiteatro no quarto andar, com capacidade para 120 pessoas, uma cafeteria a ser terceirizada e inúmeros ambientes para que empresas interessadas atuem de forma compartilhada, ou seja, trocando conhecimento, desenvolvendo projetos e recebendo orientação. Sem privatização Rogério Vilani descarta a possibilidade de o Parque Tecnológico ser concedido à iniciativa privada, como chegou a ser anunciado em fevereiro do ano passado. “É um setor estratégico para o desenvolvimento da região. Ficará com a fundação mesmo”, diz. Uma das apostas de Vilani é a parceria a ser formalizada com o Sebrae-SP, para que as empresas interessadas recebam orientação em todas as áreas do empreendedorismo (financeira, contábil, administrativa, jurídica). Essa assessoria do Sebrae, diz Vilani, será fundamental para que as empresas de tecnologia e inovação que nascerem dentro do parque possam caminhar sozinhas. “Há muitas pessoas com boas ideias que, bem orientadas, podem montar suas próprias empresas. O parque tem esse propósito de incubar essas iniciativas e dar orientação”. Busca por soluções Antes de funcionar dentro do novo prédio, o Parque Tecnológico de Santos ocupava parte das instalações do antigo Colégio Santista, agora pertencente à Prefeitura. O novo projeto foi construído com recursos de medidas compensatórias estabelecidas entre a Prefeitura e empresas locais. Foram investidos R\$ 11,9 milhões. Segundo Rogério Vilani, equipar por completo todo o prédio custaria em torno de R\$ 5 milhões, mas com R\$ 1 milhão já será possível dar início às primeiras atividades. A ideia é que, com o parque funcionando, recursos sejam gerados a partir de demandas apresentadas por empresas parceiras que busquem no parque soluções tecnológicas para seus processos. A área portuária é uma das que mais demandam iniciativas, e pode encontrar no parque o ambiente adequado para desenvolver soluções, por meio de parcerias com universidades e empresas incubadas, explica Rogério Vilani. Distribuição No projeto original, o primeiro andar terá espaço para eventos, feiras, exposições e outras atividades de troca de conhecimento. No segundo andar, há um vão de 300 metros quadrados para reuniões e convivência. No terceiro e quarto andares, área para utilização de coworking, atendendo empresas incubadas, startups e outras empresas. Rogério Vilani descarta qualquer intenção de locar espaço para reuniões de empresas, como já existem vários espaços na Cidade com essa finalidade. “O conceito de coworking que queremos é o de compartilhamento de conhecimento, de troca, e não de alugar espaço para reunião de trabalho”, diz. O projeto prevê ainda áreas verdes e de convivência, além de reserva técnica para expansão (no sétimo andar).