Santos tem a maior quantidade de apartamentos entre os imóveis particulares e permanentes ocupados (Vanessa Rodrigues/AT) Quatro cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, têm a maior parte das casas usadas de vez em quando, como para fins de semana ou férias, sendo a maioria apartamentos. Isso foi revelado pelos dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE. Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande têm uma quantidade maior desses imóveis comparado ao resto do país. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esses imóveis são chamados de domicílios particulares permanentes de uso ocasional. Eles são usados, mas não são a casa principal de ninguém. Exemplos incluem casas de praia, imóveis alugados por pouco tempo ou repúblicas de estudantes, desde que ninguém more lá como residência fixa. No Brasil todo, foram contados 6,7 milhões desses imóveis. Em 55 cidades, os apartamentos são o tipo mais comum. Em Santos, 94,1% desses imóveis são apartamentos, ficando atrás apenas de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, com 94,4%. São Vicente, Guarujá e Praia Grande também aparecem na lista com porcentagens altas. No geral, no Brasil, as casas ainda são o tipo mais comum de imóvel usado de forma ocasional. O IBGE classifica esses imóveis em casas (78%), apartamentos (17,4%), casas em condomínios (4,1%), imóveis degradados ou inacabados (0,3%), cortiços (0,2%) e moradias indígenas sem paredes (0,03%). Santos tem a maior quantidade de apartamentos entre os imóveis particulares e permanentes ocupados. Em 2022, 67,1% das moradias na cidade eram apartamentos. Em 2010, eram 91.228 apartamentos, e em 2022, esse número subiu para 112.401, um aumento de 23,2%. Outras cidades com muitos apartamentos são Balneário Camboriú (SC), com 63,3%, e São Caetano do Sul (SP), com 52,5%. Essas três cidades lideram o ranking de municípios com mais apartamentos no país.