Uma das regras mais curiosas da Ilha Diana é que não são aceitos novos moradores (Reprodução / TV Tribuna) A apenas 30 minutos de barco do Centro de Santos, no litoral de São Paulo, a Ilha Diana abriga uma tradicional comunidade caiçara com cerca de 200 moradores, e é cercada por Mata Atlântica e manguezais na Baixada Santista. Por lá, as crianças ainda brincam nas ruas e muitas casas permanecem de portas destrancadas. No entanto, uma das regras mais curiosas do local é que não são aceitos novos moradores: ninguém de fora pode comprar uma casa e se mudar para a ilha de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A líder comunitária Flávia Lemos explicou ao programa Papo Tribuna, da TV Tribuna, que os moradores fizeram um acordo para evitar que as coisas saiam do controle, como até o desmatamento. Segundo ela, quando alguém se casa com um morador da ilha, a comunidade encontra uma solução, mas a compra de casas por pessoas de fora não é permitida. O acesso à Ilha Diana é feito exclusivamente por barco, o que contribui para a preservação do local e para a manutenção de hábitos cada vez mais raros, como portas destrancadas, crianças brincando nas ruas e vizinhos que se ajudam. A comunidade fica próxima a Guarujá e Bertioga, além de estar nas imediações do Porto de Santos. A ilha conta com uma escola com apenas 14 alunos, reunindo turmas da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental. Cartão-postal do local, a Capela do Bom Jesus da Ilha Diana foi construída em tempo recorde e atrai cerca de 2 mil pessoas durante a festa mais tradicional da comunidade. Peixe azul-marinho A ilha também preserva uma receita considerada famosa na região: o peixe azul-marinho, prato tradicional e “instagramável” que chama atenção pela coloração característica. A iguaria é antiga e leva banana verde na preparação, ingrediente que reage com o peixe e confere o tom azulado ao caldo.