Importância: se papa vier a Santos, terá de rezar missa na Pompeia (Sílvio Luiz/ AT) A Igreja Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em Santos, no litoral de São Paulo, completou 100 anos no dia 1º. Durante as comemorações do centenário, ganhou um título: o de basílica menor. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Criada em 1926, a igreja passou a ser um dos principais templos católicos da Baixada Santista. Com novas responsabilidades litúrgicas, se torna também centro de peregrinação. Membro do Departamento Imobiliário da Cúria da Igreja da Pompeia, Fernando Gregório conta que, em 1925, moradores queriam espaço para a construção de uma igreja na região do Campo Grande. Foram atendidos pelo empresário Francisco de Assis Loureiro, que doou o terreno. O primeiro templo foi aberto em 30 de maio de 1926. Em 1º de outubro, criou-se oficialmente a paróquia. Com o crescimento da comunidade, em 9 de julho de 1932, a atual igreja começou a ser construída, com inspiração no estilo neogótico. Há vitrais, imagens, pinturas, altares de mármore de Carrara e quadros da Via-Sacra do início da década de 1930. Nos últimos anos, passou por conservação, como troca do telhado, impermeabilização, recuperação da torre do sino, restauração de imagens e pinturas e reparos em vitrais. Novo título A elevação a basílica menor é um título honorífico concedido pela Santa Sé a igrejas com relevâncias histórica, artística e religiosa. “Menor não é por causa do tamanho. É uma dignidade um pouquinho abaixo das quatro basílicas maiores de Roma”, explica Gregório. Com o novo status, a igreja passa a ter maiores responsabilidades litúrgicas, como missas diárias, atendimento de confissões, celebrações solenes e atuação como referência espiritual. “(A igreja) Se torna um centro de peregrinação, uma referência não só para a nossa diocese e para a nossa Cidade, mas para a região”, afirma. Por exemplo, se um papa estiver em Santos, terá de rezar missa nas duas basílicas — a outra é a de Santo Antônio do Embaré. A mudança será representada por símbolos próprios, como o tintinábulo (pequeno sino), a umbela pontifícia (tipo de guarda-sol) e elementos na fachada relacionados ao Vaticano e ao papa. A igreja recebe mais de 3 mil pessoas nos fins de semana.