[[legacy_image_159900]] Um mês após sofrer uma parada cardiorrespiratória na Ponta da Praia, em Santos, o aposentado Agnaldo José da Silva, de 64 anos, morador do Embaré, reencontrou os guardas civis municipais que o atenderam naquela ocasião. O encontro, ocorrido na Prefeitura de Santos, teve a presença de familiares e não faltou emoção. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Agnaldo caminhava pela orla da praia com o neto no dia 13 de fevereiro, quando sofreu um mal súbito e uma parada cardiorrespiratória. Os guardas municipais Antonio Carlos da Silva e Adelmar Miranda da Silva Filho estavam em patrulhamento quando munícipes os solicitaram para ajudar o aposentado. Depois do processo de reanimação cardiopulmonar (RCP), Agnaldo foi levado pelo Samu para a UPA Zona Leste e depois para a Santa Casa de Santos, onde ficou seis dias internado em uma UTI. Um mês depois dos fatos, o sentimento é de gratidão e alívio. "Eu estava caminhando normalmente. De repente, escureceu a vista, minhas pernas estavam cambaleando e apaguei de vez. Foram feitos dois cateterismos. Estava com as veias entupidas. Graças a Deus, hoje estou vivo de novo. Pra mim está sendo gratificante. Espero que eles continuem salvando mais vidas", comemora Agnaldo da Silva. AtendimentoAntonio Carlos explica que, ao solicitarem o apoio da GCM, foi informado que o idoso estaria tendo mal súbito e ataque epilético. O segundo motivo, porém, foi descartado quando ele chegou ao local e constatou a parada cardiorrespiratória. "Na hora, a gente não tem muito tempo pra pensar. O primeiro pensamento é ver o que está acontecendo e acionar o Samu. Quando detectei que ele estava tendo uma parada cardiopulmonar, foi onde pensei: somos eu e ele agora. Foi quando posicionei ele e comecei os procedimentos", relata o guarda civil, citando as massagens cardíacas que fez em Agnaldo. Já Adelmar Filho recorda que, há 20 anos, seu pai também sofreu uma parada cardíaca quando caminhava pela praia em Olinda (PE), mas não resistiu. Duas décadas depois do fato, ele pôde salvar uma vida. "É muito gratificante estar vendo ele aqui no nosso lado, bem, sem nenhuma sequela. Em 2002, meu pai não teve essa sorte. Ele estava andando na praia e ocorreu esse fato. Pra mim, vai ficar bastante marcado na minha vida", relata Adelmar. [[legacy_image_159901]] EmoçãoO reencontro contou com a presença da esposa de Agnaldo, a autônoma Valdete Paixão da Silva, de 64 anos, e da filha, a assistente de operações comerciais Paolla Carolinna Paixão da Silva, de 32. Ambas não estavam com o aposentado no dia do fato. "Hoje eu tô emocionada. Agradeço a Deus, a essa equipe, esses anjos maravilhosos. Eu não esperava isso. Tenho uma fé muito grande. Que eles continuem com esse amor nesse trabalho que eles têm", disse Valdete. Para a filha de Agnaldo, o sentimento é de gratidão. "Hoje é só gratidão e preservar a vida dele. A saúde pública de Santos foi impecável, desde o atendimento do Samu, a UPA Zona Leste, foi muito bem atendido lá. A médica estava indo embora, mas voltou pra atender ele. Até a (chegada na) Santa Casa. Foi perfeito". TreinamentoTambém presente na cerimônia, o prefeito Rogério Santos (PSDB) disse que todos os 400 guardas municipais da cidade receberão maior capacitação para lidarem com ocorrências semelhantes. "O provedor da Santa Casa disponibilizou, para todos os 400 guardas municipais do nosso efetivo, cursos mais extensivos ainda, em outros tipos de intercorrências. Isso vai valorizar ainda mais o nosso trabalho. A importância (desse treinamento) se concentra no Agnaldo estar aqui com a gente. É um ser humano que está podendo comemorar o dia de hoje e cumprimentar os novos amigos que ele fez", disse Rogério Santos. [[legacy_image_159902]]