[[legacy_image_279461]] O idoso cadeirante que sofreu um acidente com um elevador de um ônibus em Santos teve dois dedos do pé fraturados e corre risco de infecção. Para evitar isso, o aposentado João Panicacci, de 65 anos, precisa passar por lavagem e curativos no pé esquerdo. A família tenta tratamento em casa, o home care. João retornou de Paulínia, cidade no interior de São Paulo onde havia viajado, para Santos com auxílio de um táxi móvel. O morador do Embaré passou por exames médicos que constataram fratura em dois dedos do pé esquerdo, que foi prensado em um elevador de acessibilidade do ônibus que iniciou a viagem. "Para mim está sendo difícil agora. Era o pé que eu tinha apoio para ir para a cadeira (de rodas), tomar banho. Agora tudo ficou mais difícil para mim", conta o aposentado para A Tribuna. Horas com o pé sangrando O incidente com o elevador ocorreu por volta das 5h30, no sábado (1º), na Ponta da Praia, no posto da Viação Cometa. João Panicacci recorda que ele e outro passageiro que estava próximo gritaram quando perceberam o ocorrido, mas que achou não ter sido grave. O ônibus seguiu para o Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. De lá, ele e a esposa iriam para Jundiaí. A saída estava marcada para 10h30, mas conforme explica o aposentado, o ônibus que o levaria não tinha acessibilidade adequada para cadeirantes. "O ônibus em São Paulo para Jundiaí era 10h30, e não tinha elevador. Meu pé já estava ruim. Passei mal, fiquei deitado no chão da rodoviária. Era por conta do pé. Só mandaram o ônibus para nós 12h", disse. Ele só chegou em Paulínia, na casa do filho, por volta de 16h. Foi quando percebeu a gravidade do problema. "Quando tiramos o tênis, estava uma poça de sangue, e o dedo todo estraçalhado. Não tenho mobilidade na perna. A gente correu para o hospital e estamos fazendo o tratamento", afirma João. [[legacy_image_279462]] Trabalho com a arte Um dos hobbies do aposentado é a criação de mosaicos a partir da confecção de azulejos. O morador do Embaré usa a pouca mobilidade que tem na mão direita para fazer as obras de arte. João é cadeirante desde 2009, depois de passar por uma cirurgia na coluna devido a um problema na medula. "Você quebra os azulejos e vai montando as peças. Faço isso com uma mão só, porque o lado esquerdo não ajuda. Com a direita da pra fazer bastante coisa Fiz para um monte de gente. De uns tempos comecei a fazer e vender algumas peças", conta o aposentado, que aprendeu o hobby quando fazia tratamento no Centro de Reabilitação Lucy Montoro. Posicionamento A Viação Cometa afirma que o incidente foi registrado nos canais internos e está apurando o ocorrido. "A empresa está em contato com a família do cliente em questão, para prestar a assistência devida, e está apurando o ocorrido junto a equipe operacional".