(Fernanda Luz/ Arquivo AT) A Secretaria Estadual da Saúde negou ontem que o Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, terá fechados serviços de assistência materno-infantil. A informação, em nota, surge um dia após A Tribuna noticiar que poderiam ser interrompidos a partir de julho próximo, conforme relatos de funcionários e do sindicato da categoria. De acordo com a pasta, o objetivo da equipe é ampliar os atendimentos nas áreas prioritárias de maior demanda regional, como doenças cardiovasculares, oncologia e assistência materno-infantil. Funcionários foram informados de que serviços a mães e bebês seriam descontinuados e o HGA deixaria de ser referência regional neles. Há, entretanto, discussões contínuas promovidas pela secretaria no programa de Regionalização da Saúde, que abrange as nove cidades que fazem parte do Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada Santista. Relatos Médico infectologista do HGA há 33 anos, o vereador eleito Marcos Caseiro (PT) declarou ter sido informado do descredenciamento e do fechamento da unidade materno-infantil do HGA. Ela inclui maternidade, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Centro de Parto Normal e Banco de Leite. Sob anonimato, um funcionário contou à Reportagem de que a equipe soube pela diretoria técnica do hospital, informalmente, que o serviço seria encerrado em julho de 2025, o que já seria algo decidido pela Secretaria da Saúde. Programas que integram uma parceria do hospital com o Ministério da Saúde também seriam extintos com a medida, como Hospital Amigo da Criança, Banco de Leite Humano, Método Mãe Canguru, Centro de Parto Normal, Aborto Legal e Rede Alyne (programa de cuidado integral a gestante e bebês que visa a diminuir a mortalidade infantil). O diretor-geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado (Sindsaúde-SP), Gervásio Foganholi, conseguiu marcar para dia 11 uma reunião com o secretário Estadual da Saúde, Eleuses Paiva, em São Paulo, para tratar do assunto.