[[legacy_image_2882]] A Prefeitura de Santos promete abrir leitos de clínica médica e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a partir da assinatura de novo convênio com o governo estadual para custeio do Hospital dos Estivadores. Como revelou na terça-feira (19) para A Tribuna, o estado reservará R\$ 54 milhões para o hospital neste ano, em parcelas mensais de R\$ 4,5 milhões. O valor é inferior ao do convênio assinado pelo então governador Márcio França (PSB) em dezembro e suspenso pela administração atual, que previa R\$ 8,1 milhões por mês, mas acima dos R\$ 3,5 milhões para o ano passado. Com a diferença, o hospital passará de 131 leitos para mais de 150, com despesa total mensal de R\$ 6,6 milhões, segundo o secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz. “Assim que nós conseguirmos celebrar o convênio, teremos condições de estipular prazos para abertura desses leitos”. Segundo a assessoria de imprensa do estado, a assinatura do novo contrato ocorrerá nos próximos dias. Ferraz comenta que, sem o convênio, o hospital teria de reduzir drasticamente as atividades. Com 131 leitos, o custo mensal é de R\$ 5,5 milhões, dos quais R\$ 3,5 milhões eram estaduais, R\$ 1,1 milhão da União e o restante, do município. Nos dois meses de suspensão do convênio, a prefeitura teve de dar mais dinheiro à organização social (OS) Instituto Oswaldo Cruz, gestora do hospital, para “honrarmos a folha de pagamento”. O secretário reconhece que “houve dificuldade grande para honrar os compromissos no começo de março”. Tanto é que fornecedores procuraram o hospital ontem, após a notícia do novo convênio, para saber da verba. Perspectiva Conforme o secretário, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) se encontrará com o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), no próximo semestre, para negociar novo convênio com montante maior e, consequentemente, mais leitos. Para que o Estivadores opere com todas as 223 vagas, serão necessários R\$ 9,4 milhões mensais. Irmã Dulce está sem ar-condicionado Pacientes do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, enfrentam o calor sem ar-condicionado. Os aparelhos de refrigeração quebraram, e cirurgias eletivas foram suspensas por ordem da Vigilância Sanitária. A Tribuna viu parentes entrando no local com ventiladores para arejar os quartos e toalhas para secar o suor. A doméstica Elis Regina de Oliveira, de 43 anos, conta que o pai, de 77, deu entrada no Pronto-Socorro do complexo hospitalar no sábado e que, nas alas de observação e retaguarda, o calor impera. Na ala de internação infantil, o coletor de lixo Jefferson Ferreira da Silva, de 27 anos, levou ontem um ventilador para o quarto do filho, de 1 ano, internado com anemia desde semana passada. Segundo o graniteiro Bruno Matheus Alves da Silva, de 21 anos, a situação é igualmente crítica na maternidade, onde está a mulher dele, que deu à luz na última semana. Respostas Em nota, a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), organização social (OS) gestora do Irmã Dulce, diz trabalhar para consertar os aparelhos de ar condicionado e normalizar a climatização “o mais rápido possível”. O reparo de parte dos equipamentos permitiu que a situação fosse normalizada na UTI pediátrica, informa a OS. Em nota, a prefeitura relata que a Vigilância Sanitária Municipal determinou a suspensão temporária das cirurgias eletivas em razão da ausência de climatização e diz estar monitorando a situação.