Todos os dias, às 18h30, acontece a novena a Nossa Senhora do Monte Serrat; festa será no domingo (Alexsander Ferraz/AT) Fotos, orações e algumas lágrimas de carinho e gratidão. A presença da imagem de Nossa Senhora do Monte Serrat na Catedral de Santos, desde o último domingo, reforça o que os olhos vêem e o coração sente: a fé inabalável dos santistas em sua padroeira. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Reportagem viu de perto sinais desse carinho por Nossa Senhora do Monte Serrat, a uma semana da festa em celebração a ela, no próximo domingo, dia 8. Desde sexta passada, acontece a novena, sempre às 18h30. Entre uma missa e outra, espaço para gratidão. “A gente sempre ora, e todo ano costumo ir ao alto do morro. Este ano, irei trabalhar e, por isso, vim hoje (domingo) para prestar essa homenagem a ela. Agradecer por sempre proteger nossa família”, afirma a funcionária pública Elisa Sarno Lopes de Souza, de 51 anos. Acompanhada da família, ela reforça que as bênçãos que vêm da Nossa Senhora são todas especiais. “Seja saúde, família, amor, ou trabalho, a gente deve tudo a ela. E vai além da festa em si”, acredita. Enquanto isso, os olhos marejados da funcionária pública aposentada Nádia Guanelli de Siqueira, de 59 anos, eram a expressão da devoção. Nascida em Sorocaba, ela virou santista “de coração” há 25 anos e tem em Nossa Senhora do Monte Serrat uma força especial. “Ela fez milagres, como salvar meu irmão. Me emociona porque é muita coisa pra mim. A devoção por ela é muito grande. É curadora”, pondera. Grande presença O padre José Myalil Paul, à frente das festividades da padroeira de Santos há quase duas décadas, ratifica o amor dos santistas por Nossa Senhora. Segundo ele, isso se reflete na grande presença de fiéis nas atividades realizadas na Catedral, cuja reforma foi entregue no último dia 24 de agosto. “Este ano está me surpreendendo. Eu vejo dois aspectos. Um tem a ver com a reforma da Catedral. O outro é que, tradicionalmente o povo santista, demonstra amor por Nossa Senhora. Desde sete horas da manhã, a igreja está cheia, com a realização de missas”, atesta. Ele acredita que a fé na Padroeira transcendeu as restrições do período de pandemia. Padre Paul acredita que a fé falou mais alto. “Depois da pandemia, nós tínhamos uma dificuldade, um anseio, sobre como ficaria depois de dois anos. Eu acho que, no fundo, as pessoas estavam precisando se encontrar. A pandemia não atrapalhou em nada a religiosidade do povo”, celebra o religioso. A fé, como diz a música, não costuma falhar.