[[legacy_image_14487]] Um ano sem notícia da filha. Os dias do comerciante Dikran Djrdrjan, de 41 anos, morador de Santos, passaram a ser de angústia e desespero. A pequena Katherine, de 5 anos, foi levada pela mãe em setembro do ano passado. A ex-mulher simplesmente sumiu com a criança. “Eu sinto um vazio enorme. Muitos pais, até com brigas, tem convívio. No nosso caso, nem foi uma briga. Não posso passear com minha filha, levá-la na escola. Eu poderia estar convivendo com ela”. O casal se separou quando Katherine tinha 7 meses. A ex-mulher o acusou de agressões físicas e psicológicas, que, segundo ele, nunca foram comprovadas porque não existiram. A partir daí, Dikran conta que a relação se tornou muito difícil, porque a ex não o deixava ver a menina. Mesmo com a Justiça estabelecendo as visitas do pai, por muitas vezes a mãe alegava que a criança estava com crises, porque teria nascido com uma doença, e impedida de receber visitas. Uma ordem judicial, então, determinou uma perícia médica para comprovar o problema, mas a mãe nunca levou a filha para os exames. Em março deste ano, o pai conseguiu em segunda instância, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a guarda da menina. Um inquérito policial foi aberto a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e a polícia fez diligências, mas não encontrou mãe e filha nos endereços possíveis na Cidade. Os avós maternos também não foram mais vistos. “Acho que esse negócio de acreditar nessa tal doença tem os deixado muito desesperados. Eu não quero afastá-los da menina, mas apenas ter acesso à minha filha, que ela tivesse um cotidiano normal”, diz ele. Dikran explica que não pagava pensão porque a mãe nunca pediu, mas se colocava à disposição para arcar com despesas médicas e escolares. Advogada A advogada de Dikran, Luciana Santos de Almeida, explica que a alienação parental foi constatada pelo Judiciário nesse caso porque a mãe praticava atos para cortar o vínculo da criança com o pai. “O inquérito policial vai apurar eventual crime de subtração de incapaz. A polícia já fez diligências atrás dela, dos avós, e ninguém foi encontrado. Ela pode ser condenada e, eventualmente, presa. Há essa possibilidade”. A Reportagem não localizou familiares nem a advogada da mãe da criança.