[[legacy_image_185098]] O frio e a chuva ficaram de fora da Unidade Municipal de Educação (UME) Pedro Crescenti, no Rádio Clube, em Santos. Dentro, o espaço foi tomado por solidariedade, carinho e hambúrgueres. Mais uma edição da Hamburgada do Bem reuniu 400 crianças entre 4 e 11 anos, acompanhadas de voluntários. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A iniciativa nasceu em 2015 e já ocorreu em várias ocasiões na Baixada, especialmente antes da pandemia. O sabor, agora, também era de recomeço. “Cada vez é diferente. A gente fala que o voluntariado muda o voluntário. Parece que estamos ajudando as crianças, mas é o contrário”, conta a analista de projetos Laila Souza, de 27 anos. Incentivada pela irmã a participar de uma iniciativa “que era a sua cara”, ela veio, ficou e quer participar mais vezes. “O fato de ter um cadastro prévio (os pais deixam a criança aos cuidados do grupo) demonstra confiança e isso só acontece pela organização”, reforça. SatisfaçãoNa Hamburgada do Bem, tudo acontece de forma simultânea. Se, nos brinquedos e atividades como pintura e preparo de máscaras, a garotada se diverte demais, os lanches eram preparados em outro ponto da escola. Cerca de 800 sanduíches, acompanhados de porções de batata frita e refrigerante, formaram o cardápio tão aguardado por muitos pequenos. “Alguns disseram que o sonho deles era comer um sanduíche com batata, como aparece na televisão”, lembra Laila. Angela Sampaio da Rocha, de 39 anos, foi uma das coordenadoras da cozinha. Engenheira de automação, ela relata a emoção de tomar parte no evento. “O sorriso deles não tem preço”. BrincadeirasBoliche, circuito de corrida, pular corda. Para as crianças, tudo era festa. Caso de Braian, de 8 anos. “Gostei mais de massinha, tiro ao alvo e corrida”. O pequeno Melchiades, de 7, por sua vez, queria apenas ficar no pula-pula de dragão, animal fantástico que também enfeitou os braços – com pinturas – das amigas Júlia, de 10 anos, e Michelle, de 12. Perto dali, o voluntário João Vitor Pontes, de 24 anos, recebia um abraço caloroso de um pequeno. Isso valeu o dia para o representante comercial de São Paulo. “Achei que o tempo ia atrapalhar, pelo frio e pela chuva. Mas, aqui dentro, todo mundo esquece o que está rolando lá fora”.