[[legacy_image_5111]] A Associação Comercial de Santos (ACS) realizou neste domingo (18), em seu auditório, duas sessões do Concerto Petrobras Tribuna. O grupo formado pelo trio de cordas Pablo de León, Horácio Schaefer e Roberto Ring, além do violinista convidado Rommel Fernandes, subiu ao palco para uma apresentação de música clássica. Durante a apresentação, os participantes compartilharam experiências do cenário como o "Quarteto de cordas Nº 3 Op. 41", de Schumann, e o "Quarteto Rosamunde" de Schubert. O presidente da ACS, Roberto Clemente Santini, assistiu a apresentação e enfatizou a importância de eventos como esse na casa. “A Associação Comercial tem uma aura que propicia esse tipo de evento. A música completa toda essa alma da ACS, que é de comércio e negócio. Foi um repertório bastante emocionante”, destacou Santini. Antes de começar o concerto, o violinista Roberto Ring disse ter um carinho muito especial por Santos, porque era a cidade de seu progenitor. “Gostamos muito daqui, eu em particular, porque esta cidade lembra muito meu pai”. Em seguida, ele explicou que o repertório escolhido para este domingo foi o romantismo e o auge do romantismo. “São duas obras que se completam e somos apaixonados por elas”. O violinista também ressaltou a importância de fazer o concerto em um prédio histórico como o da ACS. “A Associação Comercial de Santos é um local aconchegante, tem uma acústica boa. Com certeza, queremos voltar no ano que vem e apresentar outras obras”. [[legacy_image_5112]] Sobre a apresentação O trio de cordas tem trajetória no cenário da música erudita brasileira e se apresentou em mais de 600 concertos ao lado de músicos de todo o mundo. O mineiro Rommel Fernandes é violinista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e se destaca como intérprete de música contemporânea, segundo a organização. Duas obra-primas – Franz Schubert (1797-1828) compôs o "Quarteto em lá menor Nº 13, D.804" em 1824. Dos quinze quartetos de cordas que escreveu, este foi o único a ser apresentado publicamente antes de sua morte. É uma obra-prima, marcada por um clima de tragédia, depressão e desespero, reflexo da vida sombria do compositor na época. O apelido "Rosamunde" vem do segundo movimento, no qual Schubert usa um tema que escreveu um ano antes, quando compôs música incidental para uma peça com o título "Rosamunde, Princesa de Chipre". O "Quarteto de Cordas Nº 3 em lá maior Op. 41" é o mais popular dos três quartetos de cordas que Robert Schumann (1810-1856) compôs em 1842 – o seu chamado "Ano da Música de Câmara". Dedicados a Mendelssohn, foram escritos em questão de poucas semanas. Mas antes de se colocar diante da partitura o compositor dedicou-se a estudar os quartetos de Haydn, Mozart e Beethoven. Manifestava assim sua reverência aos mestres do passado, ao mesmo tempo em que procurava tomar sua própria direção e dar sequência ao desenvolvimento da forma. [[legacy_image_5113]]