[[legacy_image_325719]] A preocupação com a preservação do meio ambiente e em aproveitar benefícios ainda pouco explorados que pode oferecer fazem parte do recém-formado Grupo Técnico de Trabalho (GTT) em Santos. O objetivo é instituir parcerias entre moradores e Poder Público para recuperar e proteger a Mata Atlântica presente no Monte Serrat, com 1,3 mil habitantes. Estão previstos, por exemplo, criação de corredores verdes de proteção da fauna e da flora, replantio de espécies nativas, cultivo de plantas medicinais e estímulo ao turismo e à geração de renda, desenvolvendo a economia local. Um trabalho de conscientização está marcado para sábado, às 14 horas, na Sociedade de Melhoramentos do Monte Serrat (Caminho Monsenhor Moreira, 3.811). Haverá uma oficina para discutir a importância da preservação e as ações a serem realizadas por meio da Secretaria de Meio Ambiente, da Defesa Civil, da GIZ (agência ambiental alemã) e de universidades. Entre as estratégias, estará destacar moradores que possam ser “guardiões do meio ambiente”, com capacitação e preparo para ajudar na preservação. Santos se apresenta como cidade pioneira na preservação de áreas vulneráveis de encostas. Mas o secretário de Meio Ambiente, Marcos Libório, destaca que, “se não fizermos nada hoje, pode acontecer o que está ocorrendo em outras áreas, que são desmoronamento, deslizamento de terras. A partir de certo momento, não há mais regeneração natural”. Há cinco anos, a Prefeitura tem apoio da GIZ, que presta auxílio com pesquisas e metodologias de ação que impactam nas alterações climáticas. PreservaçãoA Mata Atlântica está preservada em apenas 13% da área de encosta do Litoral brasileiro. Em Santos, a taxa de preservação é de 73%. Para o secretário, esse resultado se explica por “vários fatores juntos. Investimento, a importância de contar com a sociedade e muito esforço integrado”.