[[legacy_image_213225]] O Grupo Peralta aguarda para o próximo semestre o sinal verde da Prefeitura para dar início às obras do Shopping Litoral Plaza Santos, no Jabaquara. O empreendimento, cuja construção deve levar dois anos e meio e gerar 4 mil empregos diretos, já recebeu autorização do Município para a limpeza da área, segundo o porta-voz do grupo, Martinho Pollilo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O projeto encontra-se na Prefeitura para análise, porque é um empreendimento a ser instalado onde temos avenidas importantes, a Pinheiro Machado e a Bernardino de Campos. Tem também a (rua) Joaquim Távora, que faz parte daquele complexo viário, e do outro lado a avenida do canal (Francisco Manoel). Obtivemos a autorização para limpeza da área e estamos na fase de contratação de empresas que façam a remoção do entulho e deem o devido destino (ao material)”, diz. Na quarta-feira (5), representantes do grupo participaram de uma audiência da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara de Santos, na qual defenderam a construção do empreendimento, que deve ocupar uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados. Além do shopping, o complexo multiúso prevê áreas de serviços, entretenimento, lazer e residencial. “Não concordamos com a modificação do zoneamento do local, até porque não podemos inibir o interesse de investidores que desejam estar presentes em Santos, marcas fortes do varejo nacional e internacional. Essa lei complementar pretendida impede a valorização dessa região. Estamos falando do Jabaquara, somado ao Marapé, à Vila Belmiro e ao Campo Grande”, afirmou Pollilo, referindo-se à revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, que poderia inviabilizar a obra. Segundo o porta-voz, os representantes do grupo saíram confiantes da audiência, porque alguns vereadores teriam se pronunciado favoravelmente ao projeto, “que vai gerar empregos, impostos ao Município, novos negócios e propõe soluções em várias frentes”. Entre elas, investimentos em qualificação de jovens da região, para que possam se candidatar a empregos no shopping; igualdade de gênero na composição do quadro de funcionários e uma cooperativa de reciclagem de lixo para pessoas de baixa renda. [[legacy_image_213226]] Câmara O presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, Fabrício Cardoso (Pode), disse que o objetivo da audiência era debater e angariar sugestões sob a óptica do meio ambiente, mas poucas pessoas ligadas ao segmento foram à reunião. Os debates se concentraram, segundo ele, nas questões habitacionais, com a participação de defensores de projetos de moradia popular. Ao final do encontro, representantes do grupo empresarial o procuraram para falar sobre o projeto. “Eu não conhecia o projeto, mas acho que todo vereador tem que saber do que se trata, porque está uma falação muito grande em torno disso. Mas a gente só olha a questão da sustentabilidade. Se garantir áreas permeáveis e áreas verdes, não vejo problema. Vamos aguardar para ver as contribuições que a população vai fazer com relação à parte do meio ambiente”, aponta Cardoso, que pretende realizar outra audiência no final deste mês ou no início de novembro. Revisão será "amplamente discutida"Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Habitação Social da Câmara, onde já houve duas audiências, o vereador Francisco Nogueira (PT) também conheceu o projeto na audiência de quarta. Disse que a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo ainda está em discussão na Câmara, envolve várias áreas da Cidade e não especificamente a região onde o grupo pretende erguer o empreendimento. “Pode ser que tenha audiência na Comissão de Justiça para, depois, ir para o plenário e, depois, para votação. Caberá, ainda, aos pares fazer alguma emenda, não sei se dessa área específica. Então, é uma coisa que vai ser amplamente discutida dentro da Casa. Não se fechou questão de nada e não é especificamente nesse empreendimento”, afirmou Nogueira. Prefeitura Procurada para falar sobre o trâmite para a liberação do projeto, a Prefeitura respondeu, em nota, que “a Secretaria de Desenvolvimento Urbano informa que a região onde se pretende fazer o empreendimento é uma zona especial de renovação urbana e conta com diretrizes urbanísticas específicas que estão sendo analisadas”.