Bancários da Baixada Santista aderem nesta quinta-feira (20) à paralisação nacional da categoria. Na região, a mobilização foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada na última segunda-feira (17) e prevê a interrupção das atividades em agências durante todo o expediente, das 9h às 16h. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O movimento faz parte da Campanha Salarial Unificada 2026 e envolve trabalhadores de bancos públicos e privados. Nacionalmente, segundo as entidades sindicais, 97% dos participantes das assembleias rejeitaram a proposta apresentada nas negociações, enquanto 90% aprovaram a paralisação. Na Baixada Santista, a decisão foi tomada em assembleia no Sindicato dos Bancários de Santos e Região. “A paralisação já é vitoriosa. Agora dependemos da mobilização e participação de toda categoria para manter nossos direitos, conquistar novos e reajuste acima da inflação”, afirma Élcio Martins da Quinta, presidente do sindicato. Entre as principais reivindicações dos bancários estão aumento real de 5% nos salários e demais verbas, como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR), além da manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A categoria também reivindica medidas relacionadas à manutenção dos empregos, condições de trabalho, saúde dos funcionários, igualdade de oportunidades e impactos da tecnologia no setor. Negociação terminou sem proposta de reajuste A paralisação ocorre após uma série de rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo o sindicato, na oitava rodada, realizada na terça-feira (18), a Fenaban retirou propostas que haviam provocado reação dos trabalhadores, entre elas reajustes diferenciados por faixas salariais, ausência de reajuste dos vales refeição e alimentação em cidades do interior e litoral e congelamento do piso de ingresso de novos funcionários. Apesar do recuo, de acordo com a representação dos trabalhadores, não foi apresentado um índice de reajuste salarial. “Para manter a unidade e a força da categoria precisamos nos mobilizar. Os bancos querem desmontar e quebrar a mesa única dos bancários e, com isso, não reajustar salários, PLR e vales. Não aceitaremos”, afirma Ricardo Saraiva Big, secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Santos e Região. As negociações começaram em junho, com a entrega da pauta de reivindicações à Fenaban. Desde então, foram realizadas rodadas sobre temas como emprego, tecnologia, igualdade de oportunidades, saúde, condições de trabalho e cláusulas econômicas. Um dos principais pontos da campanha é o aumento real de 5% nos salários e demais verbas. Os trabalhadores também defendem a manutenção do atual formato da PLR e dos direitos já previstos na convenção coletiva. A pauta inclui ainda defesa dos empregos e dos bancos públicos, além de mudanças relacionadas às metas cobradas dos funcionários. No teletrabalho, a categoria reivindica uma distribuição considerada mais equilibrada dos ganhos proporcionados pela tecnologia e o fim do monitoramento excessivo, com preservação da privacidade dos trabalhadores. As entidades sindicais também manifestam preocupação com o fechamento de agências e postos de trabalho no setor bancário. A previsão é de que o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban retomem as negociações na próxima segunda-feira (24). A data-base da categoria é 1º de setembro, aumentando a pressão para que as partes cheguem a um acordo sobre a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.