[[legacy_image_43350]] A advogada Caroliny Rocha Yamaguchi, 27 anos, viu a felicidade virar preocupação em segundos. Grávida de sete meses, ela foi ao Complexo Esportivo Rebouças, em Santos, na manhã desta terça-feira(11) para tomar a dose da vacina contra a covid-19. Mas foi alertada sobre a suspensão da aplicação de doses da AstraZeneca em gestantes. A recomendação foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na noite de segunda-feira (10). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A orientação do órgão é para que seja seguida a bula do medicamento, que não parece uso em gestantes. Pelo menos sete estados, incluindo São Paulo, já decidiram interromper o uso do medicamento. "É uma decepção. Vim toda alegre no caminho até aqui e agora é uma tristeza", diz entre lágrimas. Caroliny estava morando no Japão com o marido e decidiu retornar ao Município quando descobriu a gravidez. "Para ter a ajuda dos meus parentes. E lá nem meu marido tomou a vacina ainda. Estava com muita esperança". Cumprindo o distanciamento há meses, ela apostava em seguir a gestação da filha, que terá o nome de Clara, mais tranquila. "Só saio para ir ao médico. A gente se cuida. Mas sabe que tem outros que não". Agora, ela não sabe se haverá outra vacina disponível para ela e nem quando isso poderá acontecer. "A gente vê tantos casos de grávidas que tiveram problemas no parto por conta da covid-19. Que ficaram meses sem ver seu bebê. Fico com medo". Apesar de a suspensão do medicamento afetar somente grávidas, a notícia também afligiu Ingrid Rodrigues Black, 28 anos. Ela teve o pequeno Arthur há 47 dias e sonhava com a imunização para ficar tranquila. Ela até decidiu enfrentar o receio. Mas ficou sem a dose da vacina por conta de dois dias. [[legacy_image_43351]] "No meu caso, foi porque não enquadro mais na categoria de puérpera. Meu bebê nasceu há 47 dias e eles dizem que é só até 45 dias. Mesmo com medo iria tomar".