Grafiteiros criam murais gigantescos em São Vicente e encantam os moradores

O projeto ‘Fauna e Flora’ dos artistas Nill, Victor Lafayett, Renata Louzada e Peu busca exaltar e resgatar a memória cultural vicentina

Quatro grafiteiros da Baixada Santista, Nil, Victor Lafayett, Renata Louzada e Peu estão levando cor, cultura e arte para as ruas de São Vicente. O grupo de artistas idealizou o projeto ‘Fauna e Flora’, um mural de 140 metros quadrados, localizado na Rua da Constituição, próximo da estação Itararé do VLT, com o objetivo de ressaltar as características e símbolos vicentinos, como Emissário, origem indígena, Ilha Porchat, entre outros. 

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Segundo Nill, o mais experiente da turma, que trabalha há mais de 20 anos com arte urbana, a ideia da nova obra é enaltecer São Vicente. “O mural ‘Fauna e Flora’ faz parte de um projeto que eu desenvolvo para ocupar os lugares de grande passagem de pessoas com murais que valorizem a cidade”.

Projeto de arte urbana 'Fauna e Flora', no Itararé, em São Vicente

Já para o Victor Lafayett, também grafiteiro, além de trazer os elementos que fazem parte da cultura vicentina, a nova obra também busca preservar a memória da cidade. E este objetivo deu certo, já que os moradores do Itararé, quando perguntados sobre a novidade de arte, prontamente identificaram pontos e referências da região, como é o caso da dona de casa Márcia Bispo, moradora de São Vicente há 50 anos e que gostou especialmente do retrato do Emissário, um cartão postal vicentino.

Grafitti do Emissário faz parte de projeto que busca exaltar características vicentinas 

Contudo, além da valorização do município, os artistas acreditam que a arte de rua, que rompe as barreiras de galerias e chega a toda população, tem a capacidade de transformação e conexão. Para Nil, é uma ferramenta que aguça o pensamento crítico. “A gente vive no ‘automático’ desde o dia que a gente nasce. São poucas as pessoas que entendem que a vida não se resume apenas ao cotidiano. Vivemos do nosso suor [do trabalho] todo mundo que passa aqui de VLT, então é bom passar a arte de trabalhador para trabalhador, a arte de pessoas comuns para pessoas comuns, é o fantástico [encontro] do comum.” 

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