[[legacy_image_279624]] Representantes do Governo de São Paulo e das nove cidades da Baixada Santista se reuniram na manhã desta sexta-feira (7), em Santos, para discutir melhorias habitacionais na região. Entre os assuntos estavam o Plano de Desenvolvimento Urbano e Integrado (PDUI), que prevê quais objetivos as cidades devem atingir nos próximos anos. Presente no encontro, o Subsecretário de Desenvolvimento Urbano e Habitacional do Estado, José Police Neto, disse que um dos planos é zerar a quantidade de moradores em áreas de risco e palafitas. O problema é visto com frequência em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão. "O PDUI que foi elaborado pelos prefeitos da Baixada apresentou um resultado muito importante, que são diretrizes sólidas para o desenvolvimento sustentável. Esse é um momento de validar os projetos estratégicos, exatamente para a gente sair de diagnóstico e diretriz para botar projeto na rua e ação", destacou Police Neto. As propostas entregues pelas prefeituras da região passam a integrar o chamado Plano Plurianual de São Paulo (PPA), que entra em vigor em 2024 e define as metas de cada área pelos próximos quatro anos. O presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) e também prefeito de Mongaguá, Márcio Melo Gomes (Republicanos), afirma que a região teve investimento menor do que o interior do Estado nos últimos 30 anos, e por isso pede mais equilíbrio. "O momento é agora, no plano plurianual, você conseguir acrescentar tudo aquilo que é importante. Todos os nove municípios têm suas características, mas pensamos de forma metropolitana. Reuniões como essa marcam isso. A gente consegue levar (as demandas ao Estado), com todos os secretários presentes de cada município, principalmente se tratando de assuntos tão importantes", pontuou. O encontro reuniu ainda representantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e do Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema). Mobilidade urbanaOutro tema debatido foi o que fazer para facilitar o deslocamento de moradores entre as cidades e a eficiência da mobilidade urbana. Entre as ações prioritárias, o Governo Estadual elencou a construção de uma ciclovia metropolitana, climatização dos ônibus intermunicipais, integração tarifária na Baixada Santista, expansão do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) até Praia Grande e instalação do transporte rápido por ônibus e corredores, o BRT, no Litoral Sul. [[legacy_image_279625]] Márcio Cabeça reiterou o longo tempo de espera que os moradores de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe levam para chegar até Santos, pedindo investimento maior em mobilidade e também em segurança pública. "A gente percebe que tanto morador de Mongaguá que trabalha em Santos, como o contrário, fica duas horas e meia no trânsito, devido a falta de investimento (em mobilidade). Que possa ter uma união entre os municípios para poder melhorar. Temos que cobrar isso de forma organizada e responsável, e principalmente ponto a ponto", reforçou