[[legacy_image_267940]] Anunciada na quarta-feira (17), a redução de preço dos combustíveis pela Petrobras (de 12% em média para gasolina e diesel) já chegou aos postos de Santos, mas ainda não agrada ao consumidor final. Para o motorista de aplicativo David Barros da Silva, o quanto antes os preços recuarem, melhor. Para ele, que abastece o carro todos os dias, R\$ 0,40 de redução resultaria em uma grande economia no fim do mês. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Eu abasteço 20 litros de gasolina por dia, essa redução (R\$ 0,40) daria R\$ 8 por dia. Contando 30 dias, seriam R\$ 240 por mês de redução. Faz bastante diferença”, afirma. Para Martial Telles da Silva, que além de enfermeiro também trabalha como motorista de aplicativo para complementar a renda, a redução nos preços é ótima, mas ele diz que ainda não sentiu o impacto no bolso. “Ainda não reparei, é preciso reduzir ainda mais, porque ainda está caro, mas passo a passo se chega lá”. O aposentado Márcio Biscaia já notou a redução, mas afirma que a queda verificada ainda está longe de ser o ideal. “Foi pouca coisa, tem que reduzir mais. Para encher o tanque, eu gasto quase R\$ 250,00, então está difícil. Sou aposentado, mas continuo trabalhando como freelancer. Tenho que trabalhar, caso contrário a gente morre de fome”. Baixada SantistaA Reportagem foi a um posto de combustíveis em Santos com redução, no Campo Grande, em Santos, do preço da gasolina. Segundo o frentista Júlio Aragushiko, os novos preços foram aplicados logo que saiu o anúncio da Petrobras. “Já diminuiu sim, R\$ 0,30 em todos os combustíveis. E quando diminui o preço, já aumenta o movimento, apesar de termos uma clientela fidelizada. Aumenta um pouco, sim. A gente torce que diminua mais, porque isso influencia a vida de todos nós”, comenta. No posto, a gasolina comum recuou para R\$ 5,59 e o diesel, R\$ 5,49. ResanConforme o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindicombustíveis Resan), José Camargo Hernandes, a queda de 12% (R\$ 0,40) na gasolina aconteceu nas distribuidoras e há diversos fatores a serem levados em conta. “Existe uma cadeia que define os preços, as refinarias vendem para as distribuidoras, que vendem para o posto, até chegar ao consumidor final. Cada elo dessa corrente tem seus custos de produção, custos operacionais, que também vão incidir em tributos e impostos, ou seja, tem uma série de variáveis pra formação do preço”. Mas, diz ele, apesar de todos esses fatores, a tendência é que os preços caiam no decorrer desses dias “de uma maneira geral”.