[[legacy_image_34157]] Assassinado aos 27 anos, em 12 de abril de 2011, por nove tiros disparados na redondeza da Rodoviária de Santos, Eduardo Antônio Lara, conhecido como MC Duda do Marapé, fez sucesso na Baixada Santista - um dos berços do funk nacional assim como o Rio de Janeiro. Após 10 anos da morte do cantor, funkeiros da região ainda sentem o legado de Duda para esse gênero musical. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_tZMXgbYRBQM]] A equipe de ATribuna.com.br entrevistou MC Rodriguinho do Marapé e Dennis Romano, um dos criadores do site funkmp3.net, conhecido pelas publicações dos “funks das antigas”, e questionou sobre como as produções de Duda ainda ecoam nas canções atuais do estilo musical. Confira os detalhes na videorreportagem acima. De acordo com os entrevistados, Duda ficou conhecido pelas músicas que revelavam suas vivências nas proximidades do Morro do Marapé, lugar que transpira lembranças do músico. Durante a produção desta reportagem, pessoas da região do ‘pé do morro’ estavam vestidas com camisetas que estampavam o rosto do MC. Para Rodriguinho, ele tocava no “coração da periferia” ao revelar as experiências do local, geralmente pouco abordadas. Neste sentido, a música mais famosa do artista - que se encaixa no subgênero funk consciente - é “Lágrimas”, criada quando o MC estava preso na antiga Febem e, na época de seu lançamento foi responsável por derrubar o site funkmp3., por sobrecarga do sistema, tendo em vista o grande número de acessos. De acordo com Rodriguinho do Marapé, a composição ultrapassa gerações e ainda permanece viva na periferia.“Eu não conheço nenhum MC que não tenha cantado ‘Lágrimas’ no baile, em qualquer festa toca essa música”, contou. Mas não só isso, para os funkeiros da região, outros diferenciais do MC estavam presentes na habilidade que tinha de "flutuar" por diferentes subgêneros do funk – dos mais pesados aos românticos – e também a presença do artista no palco. Inda segundo Rodriguinho, Duda permanece sendo uma inspiração, seja pela facilidade para cantar e produzir diferentes vertentes do funk ou pela autoestima elevada, que, segundo ele, mesmo diante das dificuldades da vida - como falta de dinheiro e estrutura básica - nunca desanimava. Neste sentido, uma vizinha de Duda, a professora Cristina Santos, de 58 anos, contou que ele tinha altos e baixos. “Em alguns dias, ele estava com o astral maravilhoso e brincalhão. Porém, em outros, demonstrava tristeza e parava para refletir e escrever as músicas”, finalizou.