[[legacy_image_251780]] Morador de Santos, o cantor e compositor de funk Rodrigo Godoy, o Mc Rodriguinho do Marapé, de 35 anos, decidiu processar a Mc Mirella e a produtora Kondzilla após o uso de sua composição sem repasse de verbas, o uso indevido da obra em um videoclipe, por dano material e moral. A petição tem valor inicial de R\$ 1 milhão. A música em questão é “Eu não perdi, eu me livrei”, de 2017. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mc Rodriguinho, que diz viver de música, conta que tudo começou quando um ex-empresário da Mc Mirella entrou em contato com ele, por intermédio de um amigo, para analisar seu catálogo de composições. Por conta da oportunidade, o músico conta não ter hesitado e enviado suas obras, incluindo a música “Eu não perdi, eu me livrei”. Após não receber retorno algum, o artista comenta que ouviu a composição nas redes sociais e assistiu um clipe, produzido pela Kondzilla, com a obra em questão. No videoclipe, publicado no canal da Kondzilla, está creditada a composição do músico. Contudo, Rodrigo explica que não recebeu um centavo sequer pela obra com mais de 75 milhões de visualizações. A empresa, cujo dono é de Guarujá, trabalha com a produção de clipes musicais. (veja abaixo) [[legacy_youtube_3IA2DWwCZoI]] “Todos os envolvidos tem uma situação financeira bem esclarecida. Acompanhando eles pelas redes sociais, dá para ver que são bem independente financeiramente e eu sou uma pessoa comum, cheia de contas para pagar e dívidas”, diz. Por inúmeras vezes, o artista santista afirma ter tentando entrar em contato com a equipe da Mc Mirella, mas não obteve retorno. Já com a Kondzilla, apesar de ter conseguido conversar com representantes, alega não ter conseguido chegar em uma negociação de forma amigável. Rodrigo entrou na Justiça apenas neste ano. Na época, o funkeiro comenta que registrou a obra pela Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus). Com versos como “Tu quer saber o que eu acho do meu ex? Eu não perdi, eu me livrei”, a composição poderia mudar a vida do MC. “Tenho um filho de 19 anos que entrou na faculdade. Essa música poderia ter me ajudado muito na minha vida”, conta. Rodrigo é representado pelo advogado Braulio Bata Simões. O especialista explica que o músico criou a canção e a registrou, por isso deveria ter recebido um valor em dinheiro pelo repasse da obra e isso não aconteceu. “Nunca houve contato das partes (com o MC). Ele ficou super abalado, pois isso prejudica um artista. Ele fez a melodia, ela teve aquela grande visualização e, nessa época, ele não teve nem o reconhecimento por ter feito aquela obra. Isso com certeza ocasiona danos materiais e morais, porque ele deixa de ter várias oportunidades de trabalho por conta disso”, informa. A Tribuna entrou em contato com a assessoria da Kondzilla e da Mc Mirella, porém não obteve retorno até o fechamento desta matéria.