[[legacy_image_2990]] Um aplicativo capaz de mapear o solo da região e que pode baratear o custo da construção civil. Um remédio mais barato e mais eficiente que deve beneficiar pacientes com câncer. Esses são apenas dois exemplos de ideias que estão sendo incubadas no Parque Tecnológico de Santos. Há dois anos e meio, os engenheiros civis Lucas Rosolini, George de Souza Junior e Kelvyn de Souza desenvolvem um projeto capaz de mapear os tipos de solo existentes em Santos. A ideia, depois, é expandi-lo para as cidades da região e para o restante do país. A indústria da construção civil será a principal beneficiada, pois saberá com muito mais precisão em qual tipo de terreno estará erguendo um imóvel. “Se o solo é muito mole, você precisa ter pés maiores para não afundar. A largura e o comprimento da fundação acabam encarecendo a obra”, explica Kelvyn. O que muda? Atualmente, as construtoras fazem um furo no terreno para fazer a sondagem e saber o que há sob a terra. Algumas empresas, entretanto, preferem não fazer o estudo prévio, o que pode ocasionar surpresas indesejadas e elevar os custos. “A pessoa ainda terá que fazer a sondagem, porque isso é norma. Mas ela terá um conhecimento ampliado entre os pontos de sondagem”, completa Kelvyn. O resultado do estudo vai para um sistema e fica disponível on-line. Antes, a sondagem ia a um arquivo morto. A proposta do novo método é que as informações sejam cadastradas em um sistema e, com a ação de engenheiros, parte do valor arrecadado seja revertido para quem postou a sondagem. Regras A ideia de Lucas, George e Kelvyn, primeiro, teve aprovação na faculdade como trabalho de conclusão de curso (TCC). Tiraram dez com louvor. Para ter a chance de ser incubado na Fundação Parque Tecnológico de Santos (FPTS), no entanto, todo projeto precisa, antes, passar por avaliação. Participam da banca representantes do Sebrae, de universidades, da Associação Comercial de Santos, da Prefeitura e do FPTS. “Tem que mostrar que está preparado para qualquer questionamento. Por que merece esse benefício? Porque o custo é muito baixo”, explica José Rezende, diretor técnico do lugar. No primeiro ano, a empresa incubada paga R\$ 200,00 mensais à Prefeitura. No segundo ano, R\$ 400 e, no último, R\$ 600 por mês. O valor dá direito a uma sala com ar-condicionado, endereço, CNPJ, isenção de taxa de licença, IPTU e ISS. “A gente quer que a empresa dê certo. Não queremos ganhar dinheiro. O valor é simbólico, e eles podem ficar até três anos”, afirma Rezende. “Além disso, temos convênio com as universidades para treinar como empreendedor. Dar, por exemplo, noção de contabilidade para se montar uma empresa”, completa Omar Silva Júnior, presidente da FPTS. Para sobreviver financeiramente e poder pagar as taxas enquanto desenvolve o projeto, o trio tem outra empresa de engenharia civil que faz serviços de obra e reforma. “Agente chegou praticamente só com o núcleo do software, a parte matemática. Aqui, a gente está desenvolvendo toda a parte mercadológica, externa, em que o cliente vai mexer, e a parte de inteligência artificial”, conclui Kelvyn. Em poucos meses, o trabalho deles estará no mercado.