[[legacy_image_219872]] Servidores públicos municipais e sindicalistas ocuparam, nesta quinta (3) à tarde, as galerias da Câmara de Santos para cobrar da Prefeitura o envio de um projeto de lei para o reajuste salarial da categoria. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os funcionários públicos são contrários à proposta encaminhada pelo Executivo, que prevê o pagamento de abono de R\$ 1 mil até o final deste ano. A matéria não estabelece o repasse desse benefício a aposentados e pensionistas nem aqueles que estão cedidos para outros órgãos estaduais, federais e administrações municipais. Em março, os vereadores aprovaram lei que estabeleceu a correção salarial de 10,06% nos vencimentos do funcionalismo, mas o índice representava apenas metade da inflação aferida entre fevereiro de 2019 e fevereiro deste ano. No texto, ficou estabelecido que o índice de reajuste da remuneração seria reavaliado em setembro e negociado com as entidades. Diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Flávio Saraiva explicou que a Administração Municipal se limitou a apresentar a proposta de um abono, que foi reprovada pela categoria. “Trata-se de uma excrescência que não resolve os problemas dos trabalhadores e que não repõe as perdas salariais. Lamentavelmente, o prefeito Rogério Santos (PSDB) está intransigente nessa negociação. Se não houver nenhuma mudança, teremos um rombo de 10% no nosso poder de compra de forma definitiva”, justificou. O presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais (Sindest), Fábio Pimentel, lamentou a postura do Executivo ao não querer discutir a questão do reajuste, que se limitou ao oferecimento de uma correção de 20% na cesta básica (de R\$ 323,58 para R\$ 390,00) e no auxílio-alimentação (de R\$ 503,36 para R\$ 605,00). Essa proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara. A data para votação ainda não está definida. “O abono não é aumento salarial e não contempla os aposentados. Isso é um absurdo. A categoria quer a recomposição das perdas registradas ao longo dos últimos meses”, frisou. O líder da oposição no Parlamento, Francisco Nogueira (PT), protestou contra a postura do Executivo e reiterou que o Orçamento municipal permite a valorização da categoria, incluindo os inativos. “Os aposentados cumpriram o seu papel durante muitos anos para servir aos munícipes. Eles não podem ser esquecidos agora”, afirmou o petista, que convocou uma audiência pública para discutir a questão no próximo dia 16, às 19 horas. A vereadora Débora Camilo (PSOL) disse que o prefeito Rogério Santos quer dar “um golpe” nos servidores. Ela pediu ao novo líder do Governo na Casa, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), na função desde ontem, que a Prefeitura reveja a questão com as entidades sindicais. “A proposta que chegou à Câmara é sem-vergonha, desrespeitosa e não leva em consideração o respeito que a gente precisa dar a essas pessoas que dedicam as suas vidas à população”, disse Débora. Prefeitura responde A Prefeitura de Santos informou que o reajuste proposto para o auxílio-alimentação e a cesta básica contemplará os aposentados que ganham até quatro salários mínimos (R\$ 4.848,00). Na iniciativa, alega considerar que alimentação foi o item que sofreu maior impacto com a inflação. Conforme a Administração, a concessão do abono e a correção do valor dos benefícios resultarão em um impacto financeiro de R\$ 34 milhões. Esse valor adicional, quitado até o final do ano, não será pago aos 4.972 servidores aposentados e pensionistas e aos 23 funcionários cedidos para outros órgãos ou cidades.