Vigilantes que trabalham no hospital Silvério Fontes e em policlínicas de Santos entraram em greve (Arquivo pessoal) Vigilantes que prestam serviço para o Hospital Silvério Fontes e para policlínicas de Santos reclamam que os seus salários, vale-refeição e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), não estão em dia. Por conta disso, na manhã desta quinta-feira (8), eles cruzaram os braços e iniciaram uma greve contra a empresa que repassa os seus salários, a Hedge Segurança. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna conversou com alguns trabalhadores que decidiram relatar o que estão passando. O vigilante Claudio Soares, de 41 anos, trabalha no Hospital Silvério Fontes. Segundo ele, o serviço é terceirizado e a empresa não responde mais a nenhuma solicitação. “Até agora nada, estamos desesperados, a empresa nos abandonou”, desabafa. Ele lembra que, mesmo durante o período de pandemia ou outros também difíceis, não parou de trabalhar. “Estamos largados às traças, sem salários, sem benefícios. Eu pago aluguel, tenho um filho pequeno”, diz. Segundo o profissional da segurança, o salário dele está atrasado, o FGTS está há oito meses sem depósito e outros benefícios também não estão em dia. “A maioria dos vigilantes contratados desde 2019 estão com mais de duas férias vencidas, e nada de fiscalizarem”, disse. “A situação é desagradável e desesperadora” Um outro vigilante, de 27 anos e que trabalha há mais de cinco na empresa, preferiu não se identificar. Ele diz que trabalha em uma policlínica de Santos e que sofre com o mesmo problema. “A situação é desagradável e desesperadora”, diz. Segundo ele, existem suspeitas de que a empresa responsável faliu e não deixou qualquer explicação aos funcionários das unidades de saúde. “Já estamos há dois anos com os mesmos problemas e a prefeitura renovou por mais um ano o contrato, mesmo sabendo que a empresa deve aos funcionários”, reclamou. De acordo com ele, a greve só deve terminar quando os pagamentos e os benefícios forem acertados e colocados em dia. "A empresa nos abandonou", justifica. A vigilante Monica Barrada, de 42 anos, diz que trabalha em diversos postos de saúde da Baixada Santista e vem enfrentando o problema com a mesma empresa. “Estamos sem salário, a empresa nos abandonou aqui e não temos contato com mais ninguém de lá”. Mônica diz que a impressão que dá é que a empresa quer que os colaboradores trabalhem de graça, pois já faz anos que este problema existe sem ser resolvido. “Nem relógio trabalha de graça, a gente precisa receber”. Posicionamento A Reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Santos, que informou, por meio de nota, que está em dia com os pagamentos à empresa que presta o serviço de segurança. Em relação ao FGTS, a prefeitura diz que se apresenta em dia, por meio de consulta ao site da Caixa Econômica Federal. A Prefeitura informou, ainda, que já notificou a empresa responsável por atraso com tributos federais, o que, inclusive, a desabilitou a participar de novos processos licitatórios. A Tribuna também tentou contato com a Hedge Segurança, que não atendeu aos telefonemas e nem respondeu aos questionamentos enviados.