[[legacy_image_74000]] Os 1.200 trabalhadores da Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan), empresa de economia mista controlada pela prefeitura de Santos, decidiram acatar a proposta de conciliação feita peloTribunal Regional do Trabalho (TRT-SP). A decisão foi tomada em assembleia, na última sexta-feira (25). Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganhe Globoplay grátis e dezenas de descontos! A categoria reivindica reajuste de salários e benefícios em 2,46%,percentual da inflação acumulada entre maio de 2019 e maio de 2020, que foio índice proposto pelo TRT. Apesar disso, os trabalhadores optaram por continuar no 'estado de greve', decretado em 4 de setembro. Segundo oSindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), a paralisação será iniciada caso a empresa não cumpra o julgamento do dissídio coletivo econômico, que deverá ser marcado em breve pelo TRT-SP. A orientação para a data-base de maio, feita pelo TRT em audiência de instrução e conciliação por videoconferência, na segunda-feira (21), não foi aceita pelos representantes da Prodesan. O presidente do sindicato, Marcos Braz de Oliveira, o Macaé, disse na oportunidade que aceitava, mas que precisava do referendo que aconteceu na assembleia de sexta-feira. O sindicalista comunicará a decisão dos trabalhadores ao TRT já nesta segunda-feira (28). E diz que a categoria resolveu aguardar o julgamento em 'estado de greve' para "não desarmar a mobilização". Segundo o presidente do Sintracomos, os trabalhadores decidiram não paralisar imediatamente os serviços em respeito ao TRT, achando mais ponderado aguardar a decisão final da justiça. Parasilação de serviços Segundo Macaé, o TRT tenta evitar que os serviços de saúde da cidade, entre eles nas 30 policlínicas, fiquem sem limpeza por causa da possível greve também no paço municipal e no novo mercado de peixes. O sindicalista destaca que a Prodesan conseguiu mais um contrato de limpeza, desta vez com a estação rodoviária, que teve suas novas instalações inauguradas neste sábado (26). "Com os novos contratos, envolvendo o paço, o mercado de peixes e agora a rodoviária, não há como a direção da Prodesan alegar falta de recursos financeiros para atender a proposta do TRT", diz. A categoria está em campanha salarial desde março, quando o sindicato enviou as reivindicações à empresa, depois de aprovadas em assembleia no mês anterior.