Desde março, já se imunizaram cerca de 78 mil pessoas em policlínicas e postos itinerantes de Santos (Alexsander Ferraz/AT) Com a queda das temperaturas, aumenta a preocupação com as doenças respiratórias. Em Santos, cresce também a procura pelas unidades de Pronto Atendimento (UPAs), especialmente as unidades Central e da Zona Leste, diz o secretário de Saúde, Fábio Lopez. Segundo ele, o clima frio reforça também a importância da vacina contra a gripe. Desde o início da campanha, no fim de março, a Cidade já imunizou cerca de 78 mil pessoas em policlínicas e postos itinerantes. “Santos foi uma cidade pioneira e ampliou, no segundo dia de vacinação, o atendimento para todos os públicos, a partir dos 6 meses de idade. Reforçamos a importância do público prioritário, mas a cidade tomou a decisão estratégica de abrir para todos”, afirma. Segundo Lopez, os números alcançados estão próximos aos do ano passado. “É um resultado importante, mas temos capacidade de ampliar essa cobertura”, afirma. A meta é ultrapassar a marca de 100 mil doses aplicadas neste semestre, o que corresponde a cerca de 25% da população. “Acredito que, com as próximas ações e a diminuição das temperaturas, que aumenta a preocupação com doenças respiratórias, conseguiremos ultrapassar esse número.” Apesar de o imunizante estar disponível para toda a população, há atenção especial com os grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Das doses aplicadas, 33% foram destinadas a desses grupos. “São pessoas mais suscetíveis ao agravamento da doença e à necessidade de internação.” Menos riscos De acordo com o secretário, a imunização pode evitar complicações causadas pela gripe, especialmente entre os mais vulneráveis. Em Santos, 26,4% da população tem mais de 60 anos, grupo mais suscetível a quadros graves da doença. A estratégia da Prefeitura, segundo Lopez, foi antecipar e ampliar a vacinação para proteger a população antes da queda mais intensa das temperaturas — justamente, quando cresce a procura por atendimento nas UPAs. Além das policlínicas, a Cidade tem intensificado ações em postos itinerantes e levado vacinas a locais de grande circulação e a instituições, como entidades de classe e residências de longa permanência para idosos, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal.