[[legacy_image_324591]] Uma das avenidas mais charmosas de Santos, a Ana Costa é sinônimo de beleza, especialmente em seu canteiro central. Como se fosse um arco-íris no solo, flores espalhadas por sua extensão trazem encanto a quem transita pela via. Um projeto iniciado há 10 anos e que vem dando novos tons à Cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “A gente colocou, na Coordenadoria de Paisagismo, um programa chamado Flores de Santos, que ia trazer um pouco de cor. Então, começamos a trabalhar com cores diversificadas, árvores, arbustos e algumas forrações (vermelho, vinho, amarelo). Começamos a fazer isso na praia. Em 2014, plantamos algumas árvores na Rua João Pessoa. Fomos avaliando e surgiu a oportunidade de fazermos a Ana Costa”, afirma o engenheiro agrônomo e coordenador de controle ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Santos (Semam), João Luiz Cirilo Fernandes. Esse plantio teve início naquele ano, por ocasião da Copa do Mundo no Brasil, pois duas seleções (México e Costa Rica) se hospedaram na cidade. Assim, o trecho escolhido foi o que fica próximo à praia, posteriormente, se estendendo ao longo da Ana Costa. A repercussão foi imediata. No total, são cerca de 3 mil mudas, cada uma com até cinco botões de flores. “Escolhemos as ixoras porque são plantas perenes, que mantêm a floração por um bom período e dão um choque de visual. Quando você trabalha com paisagismo, lida com os sentidos do ser humano. E a gente achou necessário trabalhar a visualização: como é uma via expressa, com fluxo muito grande, daria cor a ela”, explica Fernandes. Ele lembra que visitantes e moradores de Santos se dirigiam ao Gonzaga e tiravam fotos dos canteiros floridos. Em função disso, o trabalho foi estendido até a Avenida Francisco Glicério. “A ideia era dar um colorido para o jardim e gerar isso que está acontecendo: as pessoas notarem um paisagismo e a importância dessa quebra da monocromia, trazendo cores para uma cidade verticalizada, onde é difícil de se ver o verde”, argumenta. O trabalho prossegue até os dias de hoje com a manutenção que compreende poda e replantios quando necessários. A manutenção é feita pela Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref). CuidadosO coordenador de controle ambiental da Semam lembra que, para o trabalho de paisagismo, as particularidades das vias são observadas. “A Ana Costa teve um trabalho lá atrás, com as palmeiras, que foi uma maneira de trabalhar uma visão de longevidade. O canteiro central da praia é diferente, pois não cabem flores, pois elas são trabalhadas no jardim. Nos bairros, a solução paisagística é mais para a arborização. Na Praça do Sesc, na Aparecida, tem um pouquinho de cor, mas o mais interessante da praça é a arborização e o sombreamento. Cada região é avaliada sobre a forma como proceder”. Fernandes conta que, para este ano, existem planos de uma reforma paisagística no canteiro central da Avenida Waldemar Leão, no trecho entre o CT Rei Pelé e o Túnel Rubens Ferreira Martins. “Queremos fazer com outro tipo de planta, mas nos mesmos moldes da Ana Costa. Para dar uma coloração diferente naquela região. Assim, a pessoa chega a Santos e já começa a ver cor. Estamos analisando a melhor época, porque ainda vamos determinar o tipo de planta”, complementa.