[[legacy_image_119333]] Com a expectativa de que cerca de 20 mil pessoas passem ao longo desta terça-feira (2) pelos cemitérios em Santos, muitos vendedores veem no Dia de Finados a oportunidade de aumentar o faturamento e até garantir o sustento da casa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na entrada do Cemitério da Filosofia, no Saboó, três barracas vendem flores. Contudo, a concorrência já foi bem maior, diz o comerciante Cleber Celino Mendes dos Santos, 36 anos. Ele conta que, antes da pandemia da covid-19, venderia 2 mil arranjos no Dia de Finados com tranquilidade. Nesta terça, se comercializar 1,2 mil, já será motivo de comemoração. Afinal, os preços subiram muito e o movimento era incerto nos cemitérios santistas. "Alguns produtos subiram até 400%. Eu comprava o pacote com 20 botões de rosas entre R\$ 8,00 a R\$ 10,00 em 2019. Hoje, ele custa entre R\$ 35,00 a R\$ 48,00. Pelo menos o movimento está melhorando". Já Mônica de Almeida França, de 39 anos, limpa campas desde criança. Ela aprendeu a atividade com a mãe, o que ajuda a garantir uma renda extra em épocas como o Dia de Finados. "Venho trabalhar no cemitério desde os 5 anos. Foi assim que a minha mãe sustentou a gente e assim que tenho feito com as minhas filhas. No último sábado (30), eu consegui R\$ 500,00. Agora, espero tirar mais". [[legacy_image_119334]] OraçõesNo Saboó, o movimento foi intenso na manhã desta terça e quem chegava ao cemitério levava flores e velas. A aposentada Soraya Ivoneze, de 56 anos, saiu preparada de casa, com uma escada em mãos para poder limpar a campa da mãe. Na porta do cemitério, comprou dois arranjos de flores para decorar o túmulo. "Minha mãe faleceu há 50 anos. Venho aqui sempre para fazer homenagem. É muita saudade, apesar de a gente saber que vamos nos encontrar um dia". O casal de aposentados Keika Arakaki, 69 anos, e Rubens Arakaki, 80 anos, também foi ao Saboó visitar as sepulturas de parentes. "Compro um maço de flores e divido para minha família e depois levamos para a dele. Todo ano repetimos o ritual, acendendo velas e orando". É a homenagem para a mulher, que morreu há dez anos, que também levou o aposentado José Carlos Alonso logo cedo ao local onde também estão sepultados outros familiares. "A gente tem que se conectar com eles e homenageá-los".