[[legacy_image_55869]] O primeiro dia de vacinação contra covid-19 para quem tem entre 50 e 54 anos levou muita gente aos postos de imunização em Santos, pela manhã. No Ginásio do Complexo Esportivo Rebouças, na Ponta da Praia, a fila dobrava o quarteirão, por volta das 10 horas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Dentro, o ritmo dos mais de 20 funcionários atuando entre triagem, preparação de fichas e aplicação do medicamento era intenso. A frentista Cibele Rezende, 51 anos, nem tinha ideia de que horas iria sair do Ginásio vacinada. Antes de se dirigir ao local, já havia avisado no trabalho que chegaria atrasada. O motivo era mais que nobre, diz. "Queria que todos os frentistas pudessem estar aqui. Já perdi dez colegas, sem contar as notícias que chegam de outras regiões. A nossa categoria tem sido essencial na pandemia, mas não tivemos prioridade em vacina". A professora Márcia Farias, 51 anos, nem se importou em esperar cerca de uma hora para ser imunizada. Ela perdeu um sobrinho de 48 anos, para a covid-19, sem comorbidades, há 20 dias e conta que a vacinação, junto com distanciamento e uso de máscara, é a esperança para salvar vidas e vencer o vírus. E, para registrar tudo, Márcia veio acompanhada do filho, Raul, de 11 anos. Ele ficou responsável por eternizar o momento. "Estava ansiosa por isso. Além do meu sobrinho, também perdi amigos e três vizinhos, que eram superativos. É muito triste. As pessoas precisam entender que a gente tem que se vacinar por nós e pelos outros". Já o contabilista Marcelo Gonçalves, 51anos, parou no Rebouças, antes de ir para o trabalho, para garantir a dose da AstraZeneca. Ele ficou por volta de meia hora na fila e também sai comemorando. "A vacina é importante para a saúde. A imunização vai ser o diferencial para que a gente possa seguir com a vida social, profissional e voltar a ter mais liberdade".