Entre os colecionadores, o desânimo com a Seleção divide espaço com a missão de terminar o álbum (Vanessa Rodrigues/AT) A decepção pela eliminação do Brasil para a Noruega, no domingo, pela Copa do Mundo, chegou às rodas de troca de figurinhas em Santos, mas não acabou com a tradição. Entre os colecionadores, o desânimo com a Seleção divide espaço com a missão de completar o álbum. No feriado desta quinta-feira (9), na Praça Independência, no Gonzaga, o movimento era tímido, e as opiniões, divididas. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Vendedor de figurinhas há cinco anos, Raphael Santos Silva, de 30, confirmou queda no movimento. “Quando o Brasil é eliminado, o pessoal desanima um pouco. Parece que a Cidade viveu um luto. Mas a gente investiu, gosta de trocar e tem que continuar.” Segundo ele, as figurinhas mais valorizadas continuam sendo as dos grandes craques. “Messi, geralmente, é o mais valorizado. Agora, (sobre) o Haaland, o pessoal deve estar com um pouquinho de raiva da Noruega. (Figurinhas com) Os craques Messi, Cristiano Ronaldo e Mbappé, costumamos vender de R\$ 30,00 a R\$ 50,00.” Há sete Copas vendendo figurinhas, Ricardo Andrade Amorim Borges, de 51 anos, tem uma avaliação diferente. “Colecionismo é diferente do jogo de futebol. Continua firme e forte. No dia seguinte à eliminação, atendemos mais de 50 pessoas. O Messi nunca perde valor, nem o Cristiano Ronaldo. Só achei esta Copa mais fraca do que a anterior em questão de movimento porque muita gente entrou na onda e não entende de figurinha.” Borges: “Continua firme e forte”; no Gonzaga, movimento tímido (Vanessa Rodrigues/AT) Morador de Guarujá, Patapio da Silva Souza, de 68 anos, levou o neto de 14 para trocar cromos. “Os adultos ficaram revoltados com a derrota, mas a criança é uma sonhadora em potencial. Ela quer completar o álbum e ser feliz”, afirma. Fernanda Traslatti Silva, de 45 anos, acompanhava a filha, que completava o álbum pela primeira vez. “Mesmo com a eliminação, o pessoal continua animado. Acho que esta Copa ficou marcada pela aposentadoria de vários ídolos.” Carlos Alberto de Souza, de 58 anos, saiu de Cubatão para participar das trocas em Santos. “Ainda temos seleções fortes na Copa, como Argentina e França”. Jair Martão, de 68 anos, acredita que “a Seleção deu uma desanimada, mas as trocas e negociações continuam a todo vapor”. O álbum da Copa, da editora Panini, tem quatro versões, de R\$ 24,90 a R\$ 79,90, e 980 figurinhas, 68 delas especiais. Cada pacote, com sete cromos, custa R\$ 7,00.