Solenidades e procissão ocorrerão, principalmente, na paróquia dedicada à santa, na Vila Mathias (Vanessa Rodrigues/ AT) A Igreja Católica celebra neste sábado (8) o Dia de Santa Josefina Bakhita, padroeira dos escravizados e intercessora das pessoas sequestradas. A santa foi canonizada em 1º de outubro de 2000 por São João Paulo II, então papa, em reconhecimento ao seu exemplo de superação, humildade e serviço. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Houve programação festiva na Igreja Santa Josefina Bakhita (Rua República Portuguesa, 20, Vila Mathias, em Santos) desde a manhã. Esta é a única paróquia do Estado dedicada ao culto da santa africana. O pároco, padre José Myalil Paul, afirma que Santa Bakhita foi lembrada por “inúmeras pessoas (que) pediram sua intercessão em suas necessidades, e muitas foram atendidas. (...) A beleza de Santa Bakhita está na sua simplicidade” e “ela se torna próxima de cada pessoa que se aproxima”. O papa Francisco, nesta sexta (7), ressaltou que “sua história nos dá muita força, mostrando-nos que, apesar da injustiça e do sofrimento vividos, com a graça do Senhor, é possível quebrar as correntes e tornar-nos livres, sendo mensageiros da esperança para os que estão em dificuldades”. História Religiosa da Congregação das Filhas da Caridade, Josefina Bakhita nasceu no Sudão em 1869. Foi raptada e vendida como escrava pelo menos cinco vezes. Bakhita sofreu humilhação, exposição em mercados negreiros, foi acorrentada, chicoteada e obrigada a trabalhar sem descanso. Passou fome e sede. Na última vez, foi comprada e levada à Itália, onde servia como babá para a família. Lá, também se dedicou à igreja, referindo-se a Deus com expressões como “o meu patrão”, segundo relatos. Josefina também ficou conhecida como “irmã de chocolate”, devido à cor de sua pele e à doçura de seus atos. Ela morreu de pneumonia em 8 de fevereiro de 1947, data em que também se comemora o Dia Mundial da Oração contra o Maltrato Humano. “Será um momento de agradecer a Deus pela intercessão dessa santa que São João Paulo II chamava de ‘irmã universal’”, diz o padre José Paul. Segundo ele, é preciso se libertar de “todas as escravidões físicas, psicológicas e espirituais, e perdoando seus malfeitores; esse é o grande exemplo de Santa Josefina Bakhita”. HOJE Programação de missas a Santa Bakhita e bênção com relíquia: 9 horas: Padre José Myalil Paul 12 horas: Padre Antônio Alberto Finotti (na Catedral) 15 horas: Padre José Fernandes da Silva 19 horas: Missa campal presidida pelo bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa 20 horas: Procissão com a imagem de Santa Josephina Bakhita pelas ruas do bairro