[[legacy_image_331827]] Assim como em janeiro, chuvas acima da média também estão previstas para fevereiro em Santos. O último mês foi o mais chuvoso dos últimos 14 anos, com quase 250mm a mais de chuva do que a média histórica de 336mm registrada para o período nos últimos 25 anos. De acordo com a Defesa Civil de Santos, de 1º a 31 de janeiro deste ano, foram registrados 584mm de chuva, sendo que em apenas três dias foram quase 300mm. Conforme o Grupo de Eletricidade Atmosférica dos Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe), houve também o registro de mais de 1,6 mil raios na cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O último janeiro mais chuvoso havia sido registrado em 2010, quando Santos atingiu o índice pluviométrico de 640,6mm. No ano passado, o mês teve 205,4mm de chuva, ou seja, menos da metade atingida neste ano. Com relação aos raios, de acordo com o Elat/Inpe, janeiro teve a incidência de 1681 até o dia 28. Em 2023, foram 1991 registros no mês. De acordo com o meteorologista da Defesa Civil, Franco Cassol, o alto índice de chuvas deste mês foi influenciado por um sistema de baixa pressão. “Isso provocou um aporte de umidade muito forte, provocando essas chuvas intensas. No começo da estação esse sistema era mais isolado, mas a gente tem observado que está ficando mais intenso com o calor acumulado do verão. Geralmente a gente tem entre 280 e 300mm, mas este ano tivemos um mês atípico.”, explica. Chuvas continuamO especialista alerta que a previsão para fevereiro é que o mês tenha chuvas um pouco superiores que a média do mês de 289,5mm. “A expectativa é que também haja vários dias com chuva de verão, com pancadas no final de tarde, podendo ocorrer temporais com raios e ventanias. Por isso, a previsão é que as chuvas também fiquem acima da média, assim como em janeiro”, afirma. Cassol afirma que desde dezembro, a Defesa Civil vem fazendo visitas preventivas, executando o Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC), com o monitoramento das áreas de risco. No entanto, o especialista orienta que as pessoas que moram nos morros devem tomar cuidado com os deslizamentos e prestar atenção em sinais de início de instabilização, como surgimento de trincas, inclinação de muros ou postes e águas barrentas em encostas. “A qualquer sinal de risco, a Defesa Civil deve ser acionada pelo telefone 199”, orienta Cassol. RaiosO coordenador da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias afirma que é importante quando as pessoas notarem que o tempo está mudando, com a formação de nuvens escuras e trovoadas, não permanecerem na água, na praia, em áreas abertas ou debaixo de árvores. “Os raios podem cair até meia hora antes ou depois das chuvas. Por isso, é importante procurar por um lugar seguro. Caso não haja e a pessoa já esteja começando a sentir os pelos arrepiados, é sinal de que o raio está se aproximando. Por isso, a orientação é juntar os pés, ficar em posição fetal colocando as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles. Não é aconselhado ficar deitado”, explica o coordenador. O Elat/Inpe também destaca algumas orientações. Em caso de tempestades, não se deve sair ou permanecer na rua. O ideal é procurar abrigo em locais seguros, como carros não conversíveis ou ônibus, em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios, ou em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis, em grandes construções com estruturas metálicas ou em barcos ou navios metálicos fechados. Ao estar na rua, o ideal é não segurar objetos metálicos longos, tais como varas de pesca e tripés; não empinar pipas e aeromodelos com fios, e não andar a cavalo. Outros locais em que a pessoa deve evitar se abrigar em caso de tempestade são pequenas construções não protegidas, como celeiros, tendas ou barracos e veículos sem capota (tratores, motocicletas ou bicicletas). Também não é aconselhado estacionar próximo a árvores ou linhas de energia elétrica. Topos de morros, cordilheiras, topos de áreas abertas, campos de futebol ou golfe, estacionamentos abertos e quadras de tênis; proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas, trilhos, árvores isoladas e estruturas altas, como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica, devem ser evitados, pois são considerados locais extremamente perigosos. Dentro de casa, a orientação é não utilizar telefones com fios ou celulares ligados na tomada, evitar ficar próximo de interruptores, canos, janelas e portas metálicas e não tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica.