[[legacy_image_214955]] A possibilidade de conhecer melhor a cultura de outros países fez com que muitos santistas e turistas fossem neste sábado (15) ao Valongo, em Santos, para participar do Festival do Imigrante. O evento prossegue neste domingo (16), a partir das 11 horas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O tempo fechado e a chuva um pouco mais intensa em alguns momentos não atrapalharam a animação do público, que teve mais uma oportunidade de vivenciar uma tarde diferente. A apresentação do Rancho Folclórico Típico Madeirense animou os presentes, como o aposentado Niceu Marcos da Silva. “Sou brasileiro, não tenho nenhuma ligação com Portugal, mas sempre gostei muito desse país europeu. É muito importante a gente ter contato com outras culturas”, ressaltou. Esse evento já foi realizado em anos anteriores pela Prefeitura, mas essa foi a primeira vez que a praça de alimentação tinha comidas típicas de países africanos. “É superimportante ter esse estande para mostrar toda a influência da cultura africana dentro da nossa culinária. Está muito grande a procura por acarajés e de pratos típicos, como qumbe, que é um doce feito de coco, com açúcar queimado e que fica com o sabor de abóbora”, disse Iracema Aguiar Menezes. Os países árabes também estão fazendo a estreia no festival. Refugiado da Síria por conta da guerra civil, Wissam Alzodedi vive há oito anos em Santos e explicou que é uma grande satisfação conversar com o público e apresentar um pouco da cultura do seu povo. “O Brasil é como uma mãe carinhosa, que protege o filho. Fui muito bem acolhido aqui. Sobre o evento, os brasileiros procuram algo rápido para comer. O quibe saiu tanto que já acabou. A esfirra está no final.” A professora Alexandra Camargo veio de Embu das Artes (SP) com um grupo de amigos e estava muito animada com as apresentações de dança. “Viemos a Santos para conhecer o Museu do Café e foi uma grata surpresa participar dessa grande festividade”, afirmou. Alguns santistas também citaram que esses eventos organizados pela Administração Municipal têm ajudado os cidadãos a “redescobrir” o Centro Histórico, como é o caso da também docente Cristina Nunes. “Essa região da nossa cidade é muito linda. Acho muito importante esse esforço de trazer os eventos e atrair mais pessoas para cá. É bacana ver o Centro vivo novamente”, reiterou. [[legacy_image_214956]] Oficinas Durante o evento, os participantes têm a chance de participar de oficinas na Estação do Valongo para aprender a fazer peças de artesanatos e pratos doces e salgados típicos. O professor universitário e odontólogo aposentado Paulo Moratori, da Società Italiana di Santos, foi o responsável por conduzir a oficina de pesto Genovese, que é um molho de manjericão com massa. Ele estava muito feliz em transmitir esse conhecimento ao público. “É o maior prazer da minha vida. Sempre lecionei durante a minha vida. Dividir o que você conhece é muito gratificante. Ensinar a fazer comida é unir dois prazeres", ressaltou.